Andrei Pires/Legado das Águas
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Carbono zero: Reduzir e compensar é o mantra da CBA

Rumo ao net zero, empresa atua para reduzir ao máximo suas emissões e compensar a parte que restará mesmo com todos os esforços

CBA, Estadão Blue Studio
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03 de julho de 2022 | 00h01

Para cumprir o desafio do carbono zero, uma empresa pode agir em duas frentes. De um lado, investir em novas tecnologias e processos sustentáveis para reduzir ao máximo as emissões de gases causadores do efeito estufa. De outro, desenvolver iniciativas para compensar as emissões que, mesmo com todos esses esforços, ainda continuarão ocorrendo. A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), tem se empenhado em ambas as frentes para chegar ao carbono zero em 2050, com a meta intermediária de reduzir em 40% o indicador de emissões de CO2e (na média dos produtos fundidos, desde a mineração) até 2030. Essas ações foram descritas durante um painel do Summit ESG 2022, promovido pelo Estadão entre 21 e 24 de junho.

O gerente-geral de Sustentabilidade da CBA, Leandro Faria, contou que a emissão de gases de efeito estufa na produção de alumínio da CBA já é cinco vezes menor que a média global. Esse resultado é obtido por uma soma de fatores, como a capacidade de gerar 100% de energia renovável, produzida por 21 hidrelétricas próprias, e uma série de melhorias nos processos. Um exemplo mencionado por Faria foi a substituição de combustível fóssil por biomassa para alimentar as caldeiras na transformação da bauxita em óxido de alumínio, o que proporcionou redução de 63% das emissões dessa etapa produtiva desde o início do projeto.

David Canassa, diretor da Reservas Votorantim, abordou o outro lado da balança, o das compensações. A empresa é responsável pela gestão de duas reservas privadas do grupo – o Legado das Águas, em São Paulo, maior reserva privada de Mata Atlântica no Brasil, e o Legado Verdes do Cerrado, em Goiás. “São iniciativas que buscam o múltiplo uso do território, conciliando o desenvolvimento de negócios com a permanência da floresta em pé, o que assegura a manutenção do estoque de carbono e a conservação da biodiversidade local”, descreveu Canassa.

O Legado das Águas é a maior reserva de Mata Atlântica do País. Dos seus 31 mil hectares, 75% estão em estágio avançado de conservação – a área representa 10 milhões de toneladas de carbono em estoque. Os trabalhos de pesquisa desenvolvidos na reserva já mapearam mais de  1.765 espécies de plantas e animais, muitas das quais eram desconhecidas pela ciência ou consideradas extintas. O know-how desenvolvido no Legado das Águas foi aplicado ao Legado Verdes do Cerrado, em Goiás, com área semelhante – 32 mil hectares. Os projetos implantados ali, dentro do Programa REDD Cerrado (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, REDD+), primeiro desse tipo direcionado ao bioma Cerrado, já resultaram em mais de 300 mil toneladas de crédito de carbono validadas.

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