REUTERS/Ueslei Marcelino
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Canadá se junta à França para discutir medidas sobre a Amazônia; general reage

Justin Trudeau fez coro a Macron e Ivan Duque na defesa à Floresta Amazônica; ex-comandante do Exército brasileiro Eduardo Villas Boas enxerga apoio como 'ameaça à soberania nacional'

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2019 | 00h01

O primeiro ministro canadense, Justin Trudeau, se manifestou na noite desta quinta-feira, 22, a favor da proposta do presidente francês, Emmanuel Macron, de discutir medidas emergenciais para a Amazônia.

Com o posicionamento, Trudeau também fez coro ao apoio oferecido pelo presidente da Colômbia, Ivan Duque, diante do crescimento de queimadas e desmatamento na região.

Pelo Twitter, Trudeau disse que não poderia concordar mais com o que declarou Macron, ao propor que o G7 discuta medidas emergenciais para a Floresta Amazônica no encontro que ocorrerá nesta semana. "Precisamos agir pela Amazônia e agir para pelo nosso planeta - nossos filhos e netos estão contando conosco", escreveu Trudeau. 

Mais cedo, o presidente colombiano, Ivan Duque, afirmou que a "tragédia ambiental na Amazônia não tem fronteiras e deve chamar a atenção de todos". "O governo oferece aos países irmãos apoio para trabalhar conjuntamente com um propósito que urge: proteger o pulmão do mundo". 

Villas Boas

O ex-comante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Boas, por sua vez, diz enxergar os posicionamentos dos líderes internacionais como uma ameaça à soberania nacional, com risco de emprego do poder militar.

"A questão ultrapassa os limites do aceitável na dinâmica das relações internacionais. É hora do Brasil e dos brasileiros se posicionarem firmemente diante dessas ameaças, pois é o nosso futuro, como nação, que está em jogo."

Villas Boas também afirmou ser necessária a união em torno de quem tem "procurado trazer luz e verdade" a essas questões, e citou, entre outros, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Também via Twiter, o  ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, diz ver uma "campanha internacional injusta". "Por que o Brasil está sendo alvo de uma campanha internacional tão feroz e injusta no tema ambiental? Simples. Porque o governo do PR Bolsonaro está reerguendo o Brasil." Para ele, a crise ambiental é "a última arma que resta no arsenal de mentiras da esquerda".

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