Cai ritmo de desmatamento na Caatinga

Enquanto de 2002 a 2008 a média anual era de 0,28% de área desmatada, entre 2008 e 2009 a taxa anual foi de 0,23%

Planeta

20 Junho 2011 | 11h56

A Caatinga teve 1.921 km² de sua floresta desmatada no período de 2008-2009, segundo dados do Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama. O ritmo anual de desmamento diminuiu. Enquanto de 2002 a 2008 a média anual era de 0,28% de área desmatada, entre 2008 e 2009 a taxa anual foi de 0,23%. As informações foram divulgadas na sexta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente.

Os primeiros dados do monitoramento da Caatinga sobre as áreas desmatadas até 2008 foram divulgados no ano passado. No primeiro levantamento, em 2002, foi registrado um índice de desmate de 43,7%. 

Este número subiu para 45,4% em 2008. Uma das principais causas do desmatamento na região é a extração ilegal da mata nativa que é convertida em lenha e carvão vegetal.

"É um dado melhor porque diminuiu o ritmo comparando com o período 2002-2008. Mas ainda é importante que a gente tenha iniciativas de sustentabilidade, como de manejo adequado da Caatinga, para não perder esse bioma que é único e absolutamente estratégico para a qualidade de vida do nosso País, em particular nos seus estados", destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Os primeiros dados do monitoramento da Caatinga sobre as áreas desmatadas até 2008 foram divulgados no ano passado. No primeiro levantamento, em 2002, foi registrado um índice de desmate de 43,7%. Este número subiu para 45,4% em 2008. Com os novos dados, a Caatinga tem 45,6% de sua área desmatada. Uma das principais causas do desmatamento na região é a extração ilegal da mata nativa que é convertida em lenha e carvão vegetal.

Os estados que mais desmataram foram Bahia (638 km²), Ceará (440 km²) e Piauí (408 km²), e os municípios que registraram as maiores áreas com supressão de floresta foram Mucugê e Ruy Barbosa (BA) e Cabrobó (PE).

Único bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga possui uma área original de 826.411 km² e está presente em cerca de 11% do País nos estados da Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. A região sofre forte impacto das mudanças climáticas por apresentar muitas áreas suscetíveis à desertificação.

Uso Sustentável

Durante o evento do Dia Mundial de Combate à Desertificação, a ministra Izabella e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, José Urbano, assinaram o referência do edital, no valor de R$ 6 milhões, que vai selecionar projetos que promovam o uso sustentável da Caatinga. O recuso é do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal. A meta é fazer 2000 fogões eficientes, que usam menos lenha e não geram fumaça, para as famílias do árido e semiárido, 15 mil hectares de manejo florestal comunitário e familiar e implementar ações de eficiência energética em 290 empresas dos polos gesseiro e cerâmico. O edital para a seleção dos projetos será publicado na próxima semana.

Para a ministra Izabella, as ações na Caatinga ainda não são suficientes mas são necessárias. Ela disse ainda que  a população do semiárido tem de quebrar o mito de que não se pode fazer o uso sustentável da Caatinga. Já o vice presidente da Caixa ressaltou que o Fundo Socioambiental da Caixa busca contribuir para o que é fundamental para o País.

A inciativa vai de encontro com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) que considera o uso sustentável das florestas como uma das melhores formas de se evitar a desertificação e garantir uma vida digna à população nas regiões do semiárido e árido.

Com informações do Ministério do Meio Ambiente.

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