Cachorro pode ser tratado com remédios para humanos, decide justiça no MS

Veterinária perdeu cargo em conselho por tratar cão com leishmaniose

João Naves de Oliveira, Especial para o Estado,

17 Janeiro 2013 | 18h08

CAMPO GRANDE (MS) - A luta de centenas de moradores de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, salvou o cão Scooby da eutanásia. Em dezembro do ano passado o animal foi resgatado quando era arrastado por uma corda amarrada a uma moto, pelo seu dono. Populares não aguentaram tamanha maldade e libertaram o animal.

Recolhido pela Ong Abrigo dos Bichos, foi constatado que está contaminado pela leishmaniose e encaminhado para o Centro de Controle de Zoonoses, onde seria sacrificado. Porém a veterinária Sibele Luzia de Souza Cação, interviu no caso, e começou a tratar o animal com remédio para humanos. Por causa disso ela foi expulsa do cargo de presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Não desistiu do cachorrinho, insistindo que não havia necessidade de eutanásia e levou o caso para ser decidido na justiça. Perdeu em primeira instância e nesta quinta-feira ganhou a causa no Tribunal Regional Federal: o cachorro pode ser tratado com medicamento destinado aos humanos.

A questão motivou discussão em Mato Grosso do Sul: É mais seguro matar os cachorros que contraem a doença, ou tratá-los? A maioria afirma que nem um nem outro, o ideal é combater o mosquito que transmite a doença. Entre os comentários existe uma interrogação sobre "se as boiadas contraíssem a mesma doença, o que fariam?".

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