Archivo General de la Nación/Divulgação
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Buenos Aires fecha zoo de 140 anos e cria parque ecológico

Decisão foi anunciada nesta quinta pelo prefeito Horacio Larreta; 1.500 animais serão transferidos para reserva e outros países

Rodrigo Cavalheiro, Correspondente de O Estado de S. Paulo

24 Junho 2016 | 07h39

BUENOS AIRES - O Zoológico de Buenos Aires será extinto. Um dos principais pontos turísticos da cidade desde o fim do século 19, o lugar dará lugar a um parque ecológico em que o público aprenderá sobre a natureza com animais virtuais.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 23, pelo prefeito Horacio Larreta. Os 1.500 animais que vivem na área de 18 hectares serão transferidos para uma reserva na capital argentina e países interessados em recebê-los. Os primeiros a sair serão as aves. 

"É uma decisão histórica. Quando o zoológico foi instalado nesta região, ela estava fora da cidade. Hoje, é um dos pontos de com maior movimento de carros e ruído", ponderou Larreta, político da coalizão de centro-direita Cambiemos, do presidente Mauricio Macri. "Acreditamos que não dá mais para termos animais neste estado."

O prefeito descartou a hipótese de usar os 18 hectares para um empreendimento imobiliário. A região é uma das áreas mais valorizadas da cidade justamente pelo cinturão verde que forma ao lado de parques e do Jardim Botânico. A área do zoo fundado em 1875, que funcionava das 10 horas às 18 horas, tem 52 prédios declarados patrimônio histórico da cidade.

Larreta explicou que a área ficará fechada até 18 de julho, quando começará a funcionar um parque ecológico com atrações baseadas em tecnologia interativa. Ele mencionou o mau estado das instalações como uma das razões para fechar o zoológico. A empresa concessionária que mantinha o serviço desde 1991 tinha contrato até 2017, mas a administração municipal antecipou o fim do acordo. 

Segundo o jornal La Nación, havia atraso no pagamento mensal de R$ 250 mil à prefeitura, que decidiu estatizar a área e manterá de 50 a 100 animais no futuro parque. Permanecerão os animais mais velhos ou cujo transporte represente um risco.

No fim de 2014, a Associação de Funcionários e Advogados pelos Direitos dos Animais conseguiu que a Justiça considerasse a orangotango Sandra "sujeita de direitos", o que deveria garantir a ela melhores condições de vida. Sua ida para o Brasil chegou a ser cogitada, mas ela deve ficar no local.

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