Rodrigo Tiburski/R3 Animal
Rodrigo Tiburski/R3 Animal

Brasil recebe este ano 30 vezes mais pinguins do que em 2019

Aves resgatadas são da espécie pinguim-de-magalhães, que vive nas Ilhas Malvinas, Argentina e Chile e costuma procurar o litoral brasileiro para fugir do frio mais intenso dessas regiões durante o inverno

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2020 | 16h19

RIO - O número de pinguins que chegaram ao Brasil no primeiro semestre deste ano foi 30 vezes maior do que no ano passado, e a tendência é só crescer durante o inverno, aponta um levantamento do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da bacia de Santos, um dos sete PMPs executados pela Petrobrás em 10 estados do País. O programa executado pela Petrobrás é o maior do mundo e cobre mais de três mil quilômetros de praia. 

As aves resgatadas são da espécie pinguim-de-magalhães, que vive nas Ilhas Malvinas, Argentina e Chile e costuma procurar o litoral brasileiro para fugir do frio mais intenso dessas regiões durante o inverno, já que não gostam de viver no gelo. De janeiro a junho foram encontrados 2.567 pinguins da espécie, o maior número em cinco anos.

O motivo do forte crescimento ainda é desconhecido pelos pesquisadores, mas a tendência é de que os animais continuem chegando entre julho e setembro, quando geralmente ocorre a maior migração.  Só na primeira semana de julho, já foram resgatados 353 pinguins, sendo 176 no Estado do Rio de Janeiro.

Os litorais de São Paulo e Santa Catarina lideram a preferência das aves, com o resgate de 1.161 e 1.153, respectivamente, no primeiro semestre do ano. Na bacia de Santos, a Petrobrás promove o monitoramento de praias em Santa Catarina e Paraná, além de São Paulo e as cidades fluminenses de Paraty e Saquarema.

Na bacia de Campos, o PMP atua no Rio de Janeiro e Espírito Santo, e na bacia Sergipe-Alagoas monitora de Piaçabuçu (AL) até Conde (BA). O PMP também atua no Rio Grande do Norte e Ceará.

Segundo a Petrobrás, as equipes dos PMPs  atuam diariamente no resgate de animais marinhos vivos debilitados. Muitos são encontrados machucados por embarcações, petrechos de pesca, afetados pelos resíduos sólidos ou até mesmo mortos. Todos os animais encontrados são avaliados e, quando necessário, são encaminhados para o atendimento veterinário.

Após a estabilização do quadro clínico, o animal é ambientado para retornar à natureza. Antes, eles recebem uma marcação, que permitirá o seu acompanhamento, caso reapareçam em outra região. 

"Os pinguins, por exemplo, recebem chips. E, nos animais mortos, é realizada necropsia para identificar a causa da morte e avaliar se houve interação com atividades humanas", informa a Petrobrás.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.