Brasil pode ter metas ambientais maiores, diz Minc

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem, em Copenhague, que o País pode aumentar as metas propostas para o combate às mudanças climáticas. Em vez de cortar o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, Minc disse que o índice pode chegar a 90%. Ele ainda brincou dizendo que só não aumentaria mais o número para não acabar com o trabalho do Greenpeace, que defende o desmatamento zero. De acordo com o ministro, o compromisso assumido no Cerrado pode subir de 40% para 60%.

AE, Agencia Estado

16 Dezembro 2009 | 08h23

Com números mais ambiciosos, Minc espera que mais países se interessem em fazer doações para o Fundo Amazônia, que até agora tem recursos da Noruega e pode receber dinheiro da Alemanha. O Brasil tem um estande na 15ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP-15) para dar publicidade ao fundo.

Minc avalia ainda que o País precisará de um total de R$ 10 bilhões por ano para as ações na área do clima. "O governo não tem um cálculo, mas o Ministério do Meio Ambiente tem uma ordem de grandeza do que precisaremos por ano, contando recursos públicos e privados."

Ele disse ainda que o Brasil está disposto a abrir mão dos recursos do Fundo de Adaptação (para ajudar os países na adaptação às mudanças climáticas), pois considera que os mais pobres e vulneráveis devem ter prioridade. Porém, ele afirmou que o Brasil deseja receber recursos para mitigação (corte de emissões de CO2). Horas depois, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, afirmou: "Pedi para o Minc esclarecer isso porque, às vezes, as pessoas confundem. O que queremos são financiamentos para mitigação." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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