Brasil não consegue ampliar proteção ao Pantanal, diz IBGE

Estudo divulgado nesta quarta mostra que, mesmo assim, o País ainda tem a maior biodiversidade do planeta

Equipe AE,

04 Junho 2008 | 10h27

O levantamento Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS), divulgado nesta quarta-feira, 4, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com cruzamento de dados de 60 pesquisas feitas entre 2002 e 2004, mostra  que a Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, e os Campos Sulinos são os que possuem menos unidades de conservação. Os biomas Pantanal e Caatinga não tiveram aumento em sua área protegida por unidades de conservação federais.   Mesmo assim, o relatório aponta que o Brasil ainda tem a maior biodiversidade do planeta. Para proteger esse patrimônio, destina uma área de mais de 712.660 km2 a unidades de conservação (UCs) federais. Em relação a 2003, o total de UCs federais cresceu de 251 para 299 em 2007. A área protegida também aumentou (era de 552.713 km2 em 2003), elevando o percentual de área preservada, em nível federal, de 6,5% para 8,3% do território. O bioma amazônico teve o maior aumento de área protegida entre 2003 e 2007 (145.873 km2), seguido pelas unidades de conservação marinhas (5.792 km2).   Já as UCs estaduais e municipais abrangem, exclusive as Áreas de Proteção Ambiental (APAs), porções de 367.000 km2 e 35.000 km2, respectivamente. Dentre os biomas, a Amazônia detém a maior área protegida, mais de 15% em unidades de conservação federais, dos quais 6,5% são unidades de proteção integral (que não permitem nem população habitando no local).   O número de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) passou, entre 2003 e 2006, de 366 para 429, um incremento de 4.119 km2 em área protegida. O maior aumento, em termos territoriais, ocorreu no Pantanal (247 km2), embora numericamente tenham sido criadas mais RPPNs na Mata Atlântica (aumento de 17 km2).   Poluição   O estudo aponta que o Brasil vive uma situação de recuos e avanços. Desflorestamento e queimadas são um dos grandes emissores mundiais de gases estufa; já no plano dos gases que atingem a camada de ozônio, o País atingiu as metas acertadas internacionalmente antes do tempo estabelecido.   Nas áreas urbanas, a poluição atmosférica arrefeceu um pouco, devido ao controle maior da poluição industrial e saída das indústrias das áreas urbanas, além de uso de biocombustíveis nos automóveis.   A principal fonte de poluição do ar nas grandes cidades é o automóvel; o problema, agora, se deslocou com mais força para cidades das áreas de fronteira agrícola, como Mato Grosso, Rondônia e Leste do Pará, no chamado Arco do Desmatamento, além de zonas de produção canavieira, como o interior de São Paulo, de Minas Gerais e Zona da Mata do Nordeste, devido às queimadas, durante o inverno.

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