Brasil deve ter fundo para o Cerrado em 2010

Modelo será semelhante ao já existente para a Amazônia, que aprovou ontem seus três primeiros projetos

Afra Balazina, de O Estado de S. Paulo

04 Dezembro 2009 | 13h37

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou ontem que criará o Fundo Cerrado, semelhante ao que já existe para a Amazônia. O objetivo desse tipo de fundo é conseguir doações de outros países para promover a conservação de florestas e reduzir o desmatamento. O Fundo Amazônia tem em caixa US$ 110 milhões vindos da Noruega – valor que pode alcançar US$ 1 bilhão em sete anos – e deve ganhar 18 milhões de euros (o equivalente a R$ 46,5 milhões) da Alemanha em 2010.

 

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Segundo o ministro, o Cerrado também será importante para o País atingir a meta voluntária de reduzir entre 36% e 39% as emissões de gases de efeito estufa em 2020, em relação ao projetado se nada fosse feito. A meta, que será apresentada na próxima semana na Conferência do Clima de Copenhague, prevê cortar em 80% o desmatamento da Amazônia e em 40% o do Cerrado. “Precisaremos de mais recursos e muita tecnologia para diminuir o desmate no Cerrado. Enquanto na Amazônia a reserva legal é de 80%, no Cerrado, em geral, é de 20%, então o cara pode legalmente colocar abaixo o restante.”

 

O Fundo Amazônia deu um salto importante ontem: seu comitê orientador aprovou os três primeiros projetos que receberão recursos. Na próxima semana, diz Minc, outros três projetos serão aprovados. “O momento é propício. Vamos chegar a Copenhague com seis projetos debaixo do braço e haverá um estande do Fundo Amazônia lá”, disse Minc. A intenção, claro, é conseguir doações.

 

Um dos projetos aprovados, chamado Municípios Verdes, é coordenado pela ONG Imazon e receberá R$ 12 milhões. As ações serão no Pará. Já o projeto coordenado pela The Nature Conservancy receberá R$ 16 milhões para atividades como recuperação de áreas degradadas em Mato Grosso. O terceiro projeto, da Fundação Amazonas Sustentável, será beneficiado com R$ 20 milhões para o pagamento de serviços ambientais em comunidades extrativistas, de seringueiros e de quilombolas, no Amazonas.

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