Jonne Roriz/Estadão
Jonne Roriz/Estadão

Brasil consome seis litros de água para cada R$ 1 de riqueza gerada

Levantamento inédito tem como objetivo começar a medir os recursos hídricos da mesma forma que o principal indicador macroeconômico do País

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

16 Março 2018 | 10h27

RIO - O Brasil gasta seis litros de água para cada R$ 1 de valor adicionado bruto gerado no País. O Indicador de Intensidade Hídrica de Consumo integra as Contas Econômicas Ambientais da Água, referente a 2015, divulgada nesta sexta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as atividades econômicas, a que mais consome é a Agropecuária, que gastava 91,58 litros de água a cada R$ 1 produzido, seguida pelas Indústrias de Transformação, com 3,72 litros a cada R$ 1, Indústrias Extrativas, 2,54 litros, e eletricidade e gás, com 1,18 litros.

O levantamento inédito tem como objetivo começar a medir os recursos hídricos da mesma forma que o principal indicador macroeconômico do País, o Produto Interno Bruto (PIB). O estudo, conduzido em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), segue recomendações da Divisão de Estatísticas das Nações Unidas.

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Sobre a eficiência do gasto de água, o Indicador de eficiência hídrica mostra quanta riqueza foi gerada para cada metro cúbico de água consumido pela economia. O Brasil gerou, em média, R$ 169 de riqueza a cada metro cúbico consumido, mil litros de água, o equivalente a uma caixa d'água.

Entre as atividades, a menos eficiente foi a Agricultura, que gerou apenas R$ 11 de riqueza a cada caixa d'água consumida em 2015. O setor com maior aproveitamento foi o de Eletricidade e gás, que gerou R$ 846 para mil litros de água. As Indústrias de Transformação geraram R$ 269, enquanto as Extrativas obtiveram R$ 393.

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Segundo o IBGE, o Brasil ainda é um dos poucos países que já elaboraram suas contas econômicas da água, por isso a comparabilidade internacional dessas informações ainda está sendo construída. O instituto informou que planeja desenvolver contas econômicas também sobre a energia, as florestas e os ecossistemas do Brasil, todos em consonância com as recomendações da ONU.

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