Brasil condiciona meta de emissão a propostas dos países ricos

Governo diz que meta de 36% a 39% de redução só será viável com financiamento de nações desenvolvidas

Leonêncio Nossa, da Agência Estado,

24 Novembro 2009 | 16h47

O governo condicionará a apresentação, em Copenhague, de uma meta de redução entre 36% a 39% dos gases de efeito estufa a propostas dos países desenvolvidos. Em entrevista nesta terça-feira, 24, no Centro Cultural Banco do Brasil, o porta-voz da presidência da República, Marcelo Baumbach, disse que a apresentação dos "objetivos voluntários", como chamou as metas, vai depender das metas apresentadas por outros países e propostas de financiamento.

 

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A uma pergunta se o Brasil poderia deixar de apresentar suas metas, ele respondeu: "Não. É prematuro fazer essa afirmação tão peremptória. Mas uma coisa está ligada a outra. O que será colocado ou não no papel vai depender do que for colocado na discussão".

 

Em reunião em São Paulo, no último dia 13, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu que o Brasil apresentaria uma meta de redução de 36% a 39% dos gases de efeito estufa, na reunião de Copenhague, em dezembro. Baumbach, na entrevista desta terça-feira, disse que esses números só serão alcançados se os países desenvolvidos ajudarem com financiamentos.

 

No próximo dia 26, segundo Baumbach, o presidente Lula se reunirá com presidentes de países da região amazônica, em Manaus, num encontro preparatório para a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, em Copenhague, onde está sendo esperada também a presença do presidente da França, Nicola Sarkozy. Lula embarca na noite de amanhã de São Paulo para Manaus. No dia 26, ele participará da inauguração de um gasoduto na capital amazonense e, às 12h30, tem almoço com os outros presidentes. Está prevista uma entrevista no início da tarde à imprensa. Logo depois, o presidente retorna a Brasília.

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