REUTERS/Amanda Perobelli
REUTERS/Amanda Perobelli

Brasil aguarda os US$ 100 bi prometidos por países ricos no Acordo de Paris, diz Salles

'Brasil está indo bem nas suas metas, mas a Europa já disse que não vai cumprir', afirma o ministro

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2019 | 23h42

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta terça-feira, 20, que aguarda os US$ 100 bilhões anuais prometidos por países desenvolvidos aos em desenvolvimento, dentro do Acordo de Paris. A fala do ministro ocorre dias após Alemanha e Noruega suspenderem o apoio financeiro ao Fundo Amazônia e após o governo brasileiro ampliar as críticas à Europa sobre as questões ambientais.

“O Brasil está indo bem nas suas metas (do Acordo de Paris); mas a Europa já disse que não vai cumprir”, disse o ministro, na abertura da 27ª Feira Internacional da Bioenergia (Fenasucro), em Sertãozinho (SP). Assinado em 2015, o acordo climático prevê que países desenvolvidos, como os Estados Unidos e os da União Europeia, devem contribuir com US$ 100 bilhões por ano para projetos de adaptação e de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Esses projetos seriam empreendidos pelos países em desenvolvimento.

Indagado se o governo não temia sanções dos europeus dentro do recém-assinado acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, Salles disse que foi o atual governo que conseguiu celebrar negociações entre os dois blocos e se manteve no Acordo Paris, mesmo com a posição inicial contrária do presidente Jair Bolsonaro.

O País “aguarda volume de recursos naquele montante”, disse o ministro. “Precisamos elencar mecanismos com volume e escalabilidade para receber esses recursos internacionais, para projetos que efetivamente contribuam para o Brasil manter sua biodiversidade. Temos certeza que estamos no caminho correto”, completou.

Salles comentou também as críticas feitas pelo ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, em entrevista ao jornal Valor Econômico, sobre a postura agressiva do governo atual. “Conversei com o ministro Maggi. Ele é grande aliado nosso e a preocupação dele é a mesma nossa: poder comunicar o que está sendo feito ao mudo.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.