BP suspende 'top kill' para analisar dados; processo pode ser retomado

Nesta quinta-feira, cientistas descobriram uma enorme nova mancha de óleo sob o mar

Reuters e AP

27 Maio 2010 | 19h08

A empresa British Petroleum (BP) suspendeu o "top kill", ou bombeamento de lama para o interior do poço que jorra petróleo no Golfo do México, a fim de analisar os resultados da operação que tem por objetivo deter o vazamento. Este já é o maior derramento de petróleo no mar da história dos Estados Unidos. O bombeamento pode ser retomado ainda esta noite, disse o chefe de operações da empresa,  Doug Suttles.

 

Veja também:

link Derramamento de óleo já é o pior dos EUA; nova mancha de petróleo avistada

mais imagens Veja galeria de imagens dos efeitos do vazamento

link Obama defende regras mais 'duras' para petroleiras

link Indústria do petróleo não tem equipamento para impedir vazamento como o dos EUA, diz professor

 

A BP havia começado a injetar lama no poço, escancarado a 1,5 km de profundidade, na noite de quarta-feira e parado m pouco mais tarde, para monitorar o trabalho e trazer mais 2,4 milhões de litros de material, disse Suttles, insistindo que nada deu errado com a operação até o momento.

 

"O fato de estar levando mais de 24 horas não é uma grande surpresa", disse ele. "Insistiremos nisso até termos sucesso ou determinarmos que não poderemos ter sucesso".

 

Ele disse que a equipe poderá disparar entulho, como bolas de golfe e pedaços de borracha, no poço, para preencher lacunas.

 

A tentativa de "top kill" é a mais recente de uma série de ações na busca de deter o vazamento.

 

Se o procedimento funcionar, a BP injetará cimento para lacrar o poço permanentemente. Um "top kill" nunca foi tentado a essa profundidade.

 

O vazamento de petróleo no Golfo do México superou o desastre do petroleiro Exxon Valdez como o pior derramamento de óleo no mar da história dos Estados Unidos.

 

Uma equipe de cientistas está calculando quanto óleo já fluiu desde a explosão da plataforma Deepwater Horizon em 20 de abril, que matou 11 pessoas e deixou o poço aberto no fundo do mar. As estimativas mais recentes dão conta de uma taxa de emissão até cinco vezes maior que a estimada originalmente.

 

Mesmo usando os números mais conservadores, isso significa um vazamento de 72 milhões de litros, superando o desastre do Exxon Valdez que, em 1989, derramou 42 milhões de litros no mar. No pior cenário, o vazamento no Golfo do México pode ter emitido  148 milhões de litros.

 

Nesta quinta-feira, cientistas descobriram uma enorme nova mancha de óleo sob o mar no Golfo do México, estendendo-se 35 km para o nordeste, rumo à costa do Alabama. A mancha principal move-se para Louisiana e Flórida. A descoberta é a segunda mancha significativa avistada desde o desastre da plataforma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.