BP prevê para setembro fechamento final do poço no Golfo do México

A tragédia ecológica no Golfo do México, a maior na história dos EUA, começou em 20 de abril

EFE

19 de agosto de 2010 | 16h41

A petrolífera BP iniciará em setembro a operação final para selar completamente o poço marinho que provocou o vazamento de óleo no Golfo do México, disse o almirante Thad Allen, encarregado do governo dos Estados Unidos para o caso.

 

Allen, que na quarta-feira se mostrou reticente a estabelecer uma data limite para concluir a operação "bottom kill", que selará a parte inferior do poço, indicou que o governo chegou a um acordo com a BP para realizá-la "na semana posterior ao Dia do Trabalho", celebrado nos EUA na primeira segunda-feira de setembro - este ano, no dia 6.

 

"Consentimos uma sequência de ação para garantir que podemos enfrentar qualquer tipo de pressão que se gere (no poço). Se tudo correr bem, concluiríamos a operação no início de setembro", disse o almirante em entrevista coletiva em Washington.

 

Allen emitiu uma diretiva que autoriza a BP a substituir, no poço danificado, o sistema de válvulas que impede que a pressão saia do controle.

O avanço da operação para lacrar o poço tinha sido atrasado, até agora, pela indecisão dos especialistas sobre se era necessário trocar antes o sistema.

 

Antes de substituí-lo, as equipes de engenheiros devem completar uma análise da pressão ambiental no depósito, que começou hoje e durará 48 horas, confirmou Allen.

 

Os engenheiros estão preocupados com a possibilidade de que o cimento usado há duas semanas para selar o poço tenha deixado escapar "até mil barris de petróleo" no espaço que separa o encanamento principal do poço e as camadas que o protegem, explicou o almirante.

 

Para esclarecer essas dúvidas, o governo aprovará nos próximos dias uma operação que avaliará o estado do encanamento antes de mudar o sistema e comprovar sua resistência.

 

Depois, as equipes retomarão a escavação de um poço auxiliar que se encontra a cerca de 15 metros de distância da parte inferior do depósito, para conectar os dois dutos e proceder o fechamento definitivo, pela base.

 

"Estamos muito, muito perto do final desse desastre", assegurou hoje Allen.

 

A tragédia ecológica no Golfo do México, a maior na história dos EUA, começou em 20 de abril por causa da explosão e posterior afundamento da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, operada pela BP na região.

 

O acidente, do qual ainda não foram esclarecidos os motivos, provocou também a morte de 11 funcionários da empresa.

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