BP: operação para selar poço com vazamento funcionou

Segundo o governo americano, 75% do vazamento já foi controlado

AE, Agência Estado

04 de agosto de 2010 | 09h34

A British Petroleum (BP) anunciou que conseguiu fechar com sucesso o poço de Macondo, no Golfo do México, com fluido pesado de exploração, um "marco significativo" para a operação que tem como objetivo selar permanentemente a fonte de vazamento de petróleo. "O poço MC252 parece ter atingido a condição estática", informa a companhia, em comunicado.

De acordo com cientistas do governo americano, cerca de 75% do petróleo derramado no vazamento da BP já foi limpo ou removido pela própria natureza. Segundo a assessora de energia da Casa Branca, Carol Browner, três quartos do vazamento no Golfo foi removido, queimado ou evaporado.

A operação "eliminação estática" teve início na ontem. Engenheiros injetaram baixos níveis de óleo refinado no poço pela abertura superior. Este procedimento foi feito para verificar se seria possível impedir o fluxo do petróleo e empurrá-lo para dentro do reservatório, que fica abaixo do nível do fundo do mar.

Depois de avaliar que era possível, a BP começou a injetar mais de 2 mil barris de fluido pesado, ou "lama", dentro do poço. De acordo com a empresa, a equipe parou de injetar o material depois de oito horas antes do previsto. "Outras injeções de lama podem ou não ser necessárias, dependendo dos resultados observados durante o monitoramento", consta no comunicado.

A BP afirma que continuará a trabalhar com o Comando Nacional de Incidentes dos Estados Unidos e outros órgãos do governo para determinar a próxima ação, que envolve avaliar se injetará cimento no poço pela mesma maneira. "Um poço de alívio continua sendo a solução final para selar permanentemente o poço", informa.

Durante a operação de "eliminação estática", a BP suspendeu o processo do poço de alívio. A companhia espera que o primeiro dos dois poços de alívio intercepte o de Macondo em meados de agosto. Mas essa operação pode atrasar dependendo das condições climáticas. As informações são da Dow Jones.

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