BP inicia vedação definitiva do poço no Golfo do México

A operação consiste em empurrar o petróleo que tenta emergir do poço de volta a seu local de origem

EFE,

03 de agosto de 2010 | 19h32

A BP iniciou a operação de vedação definitiva de seu poço danificado no Golfo do México, após concluir com sucesso os testes prévios.

 

O objetivo da empresa é acabar de vez com um vazamento que já despejou 4,9 milhões de barris de petróleo no mar.

 

O porta-voz da BP, John Barnes, confirmou em comunicado que as equipes que trabalham na vedação começaram a operação por volta das 18h (hora de Brasília).

 

A operação consiste em empurrar o petróleo que tenta emergir do poço de volta a seu local de origem, por meio da injeção de cimento e lama pesada no local. Caso não haja contratempos, o poço pode se ver totalmente vedado ainda nesta semana.

 

A BP iniciaria na segunda-feira, 2, os testes prévios da operação, mas adiou seus planos depois de descobrir um pequeno vazamento hidráulico em um dos sistemas de controle.

 

O coordenador do governo americano na luta contra o vazamento, o almirante da reserva Thad Allen, disse em entrevista coletiva em Houston que as equipes conseguiram interromper o vazamento e começaram os testes por volta das 16h de Brasília.

 

Depois, teve início a operação de vedação, que pode se estender por entre 33 e 61 horas.

 

"Ainda não sabemos quanta lama pesada será necessário injetar", disse Allen, ao explicou que isso dependerá das "condições do poço", cuja resistência é difícil de prever.

 

No começo da operação, os engenheiros injetarão apenas um barril de lama pesada por minuto. Em função da resposta no poço, a quantidade aumentará até dois e três barris por minuto, explicou Allen.

 

Segundo o almirante da reserva, a partir dos 300 barris injetados, será possível avaliar o desempenho da operação.

 

Ainda não se sabe se a injeção de lama pesada e cimento será o suficiente para vedar definitivamente o poço.

 

Na segunda-feira, o vice-presidente executivo da BP, Kent Wells, afirmou que os dois poços auxiliares que a companhia está construindo podem não ser necessários, caso a injeção tenha êxito.

 

No entanto, as autoridades federais americanas advertiram que os poços auxiliares podem ser a única forma de garantir que o petróleo fique em seu depósito original, a quatro mil metros de profundidade.

 

"Este desastre não estará verdadeiramente terminado até que contemos com esses poços", afirmou Allen.

 

Por enquanto, a BP se comprometeu a terminar a construção de pelo menos um dos poços auxiliares.

Tudo o que sabemos sobre:
bpvazamentogolfo do méxicopetróleo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.