BP estuda instalar estrutura menor para deter vazamento no Golfo do México

Primeira tentativa, realizada no sábado, falhou; dispositivo recolheria até 85% do petróleo

Efe e Associated Press

09 Maio 2010 | 20h14

 

WASHINGTON - A British Petroleum (BP) informou neste domingo, 9, que está estudando a possibilidade de instalação de um estrutura menor sobre o poço de onde vaza petróleo no Golfo do México, depois do fracasso da tentativa com uma caixa de mais de 100 toneladas.

 

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A companhia anunciou no sábado que a enorme estrutura de cimento e aço de mais de 12 metros de altura não tinha conseguido bombear o petróleo para um navio na superfície depois de armazená-lo em seu interior, devido à formação de cristais de gelo na região superior da caixa. A BP, operadora da plataforma que explodiu no dia 20 de abril e afundou dois dias depois, confiava em que a estrutura recolheria até 85% do petróleo que vaza no momento nas águas do Golfo do México.

 

A técnica, no entanto, nunca havia sido usada em águas tão profundas e fracassou. Devido à baixa temperatura, cristais de gelo se formaram e bloquearam uma abertura no topo do domo, que já foi deslocado para um local a cerca de 500 metros do vazamento.

 

Uma das alternativas consideradas pelos engenheiros da BP seria usar um tubo para lançar lama e concreto diretamente dentro da válvula da segurança do poço, um processo que poderia levar de duas a três semanas.

 

Doug Suttles, diretor-geral de operações da BP, disse que a empresa considera agora instalar uma estrutura menor sobre o poço de petróleo, a cerca de 1.600 metros de profundidade. A empresa acredita que a nova estrutura seria menos vulnerável, já que conteria menos água.

 

A BP advertiu que o principal risco era de que a água que entra na estrutura se congelasse e tapasse o duto de saída devido às baixas temperaturas em tamanha profundidade.

 

O vazamento teve início depois que uma sonda de perfuração operada pela British Petroleum em águas profundas explodiu em 20 de abril, matando 11 pessoas. Desde então, segundo estimativas, 13,3 milhões de litros de petróleo já atingiram a superfície. Se este ritmo for mantido, em 20 de junho o vazamento se tornará o pior desastre do tipo na história dos EUA, superando o derramamento de petróleo pelo Exxon Valdez, em 1989, no Alasca. As informações são da Associated Press.

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