BP confirma fim de vazamento de petróleo no Golfo do México

Companhia diz que custos pelo acidente chegam aos US$ 6,1 bilhões

Agência Estado

09 de agosto de 2010 | 08h43

NOVA YORK - A petroleira British Petroleum (BP) informou nesta segunda-feira, 9, que não há petróleo vazando no Golfo do México, após comprovar que um teste feito ontem em suas operações de injeção de cimento para selar o poço Macondo havia sido bem sucedido. Segundo nota distribuída ontem no site da companhia, os testes de pressão indicam que o cimento efetivamente colou-se aos encanamentos, "o que era o resultado desejado".

 

A BP afirmou ainda que os custos relativos aos esforços para conter o vazamento já chegam a US$ 6,1 bilhões, incluindo compensações aos Estados americanos, pedidos de indenizações e custos federais.

 

A BP começou a injetar cimento no poço na quinta-feira, no que seria o mais recente estágio de seu processo para acabar com o problema. A operação terminou no mesmo dia à tarde, muito antes do esperado. A companhia informou que ainda vai concluir seus esforços para perfurar um poço de alívio como medida de precaução.

 

No domingo, a diretora do Departamento de Política de Energia e Mudança Climática da Casa Branca, Carol Browner, disse que a BP sofrerá uma "grande penalidade financeira" por causa do desastre no Golfo do México, mas recusou-se a dizer se haverá acusações criminais de negligência. "A BP será responsabilizada", contou Browner, à rede de televisão NBC.

 

Uma explosão ocorrida em 20 de abril em um poço ligado à plataforma de perfuração Deepwater Horizon matou 11 funcionários da petroleira e provocou o derramamento de 4,9 milhões de barris de petróleo no mar, o que se tornou o pior vazamento costeiro na história dos EUA. Desse total, apenas cerca de 800 mil teriam sido recuperados e canalizados para navios.

 

Penalidades

 

Os números são importantes para determinar a penalidade que a empresa receberá. De acordo com a Lei Água Limpa, as multas por barril derramado podem variar de US$ 1,1 mil a US$ 4,3 mil, caso seja comprovada negligência, o que significa que a BP, em teoria, pode ser multada em até US$ 17,6 bilhões pelos 4,1 milhões de barris que ficaram no mar.

 

Browner, no entanto, foi evasiva com relação ao possível encaminhamento da acusação de negligência contra a empresa. "Não vou comentar a investigação do Departamento de Justiça" sobre as ações da BP que foram tomadas antes e depois do vazamento, disse. As informações são da Dow Jones.

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