BP começa a cimentar poço no fundo do Golfo do México

Engenheiros estão canalizando cimento pelo poço submarino de Macondo

REUTERS,

05 de agosto de 2010 | 13h56

Imagem de câmera submarina, mostrando equipamento usado para conter o vazamento. Reprodução

 

A BP começou a bombear cimento para o poço explodido no Golfo do México, um processo que deve se estender pelo dia de hoje e sexta-feira, para matar de vez a fonte de um dos piores desastres ambientais marítimos do mundo.

 

Engenheiros estão canalizando cimento pelo poço submarino de Macondo, depois de injeções prévias de lama pesada terem contido a pressão do óleo e do gás. O poço já havia sido provisoriamente tampado em meados de julho.

 

"A meta do procedimento é apoiar a estratégia de matar e isolar o poço... Este procedimento complementará a futura operação no poço auxiliar", disse nota da BP.

 

A chamada "morte estática", a partir do topo,  deve ser complementada, ainda neste mês, por uma "morte do fundo" de mais lama e cimento que serão injetados por meio de um poço auxiliar que vai interceptar o poço destruído. Esta é vista como a solução definitiva para fechar o reservatório, 4.000 metros abaixo da superfície do oceano.

 

O progresso no encerramento da causa do desastre ambiental vem como um alívio tanto para a BP, cuja imagem e cujo valor de mercado foram severamente atingidos, e para o presidente Barack Obama, cujas taxas de aprovação também sofreram, em meio às críticas à administração da crise.

 

Com o anúncio feito pelo governo, nesta semana, de que 75% dos estimados 4,9 milhões de barris de petróleo que transbordaram do poço já evaporaram, dispersaram-se ou foram contidos, alguns especialistas dizem que a Guarda Costeira dos EUA pode ser se esquivado de um cenário de pesadelo.

 

A despeito das notícias promissoras, muitos moradores da costa do Golfo do México, que viram suas atividades de pesca e turismo ameaçadas, estão se perguntando para onde foi parar o remanescente do óleo vazado.

 

"Onde está  o óleo? Está nos mangues, nas parias ou ainda no mar", disse Simon Rickaby, presidente do grupo especial de poluição do Instituto de Engenharia Marinha, Ciência e Tecnologia de Londres. "É preciso enfrentar isso", acrescentou.

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