BP começa a buscar provas para investigação de desastre ambiental

Na próxima segunda (30), empresa vai retirar válvulas de prevenção de vazamento que falharam e provocaram tragédia

Efe

27 de agosto de 2010 | 19h00

Na próxima segunda-feira (30) a BP irá retirar a tampa de cimento que veda seu poço danificado no Golfo do México, em ação tem a finalidade de buscar provas para a investigação de uma das maiores tragédias ambientais já vistas. As informações são do almirante Thad Allen, encarregado do governo dos Estados Unidos para o caso.

 

A operação visa retirar do poço o sistema de prevenção de vazamento (BOP, na sigla em inglês), um conjunto de válvulas que falhou no último 20 de abril, provocando a catástrofe. O BOP será substituído por um sistema de prevenção oriundo de outro poço, de acordo com Allen.

 

O plano vai exigir três dias de preparação, desta sexta-feira (27) até o domingo (29), período em que as ferramentas necessárias descerão até o poço e começarão a cortar as conexões do BOP. Na segunda-feira, as equipes irão retirar o tampão de cimento que parou o fluxo de petróleo, o depositarão 'temporariamente' no fundo do mar e desbloquearão o BOP. "Estamos prontos para aplicar 36 toneladas de força para levantá-lo ", disse Allen.

 

Allen considera 'improvável' que o poço volte a lançar óleo no oceano uma vez removido o tampão, mas observou que equipes da BP 'estarão preparadas' para neutralizá-lo caso isso ocorra.

   

A remoção do BOP é o penúltimo passo para finalizar as operações com o poço, uma meta que as equipes esperam alcançar em meados de setembro.

   

Uma série de audiências federais em Houston, no Texas, tenta descobrir o que causou o acidente na plataforma da BP no Golfo do México, que liberou quase cinco milhões de barris de óleo no mar entre 20 de abril e 15 de julho deste ano.

   

As audiências, que estão numa fase preliminar, apontam para possíveis negligências de trabalhadores da plataforma e para a ideia de que o sistema de válvulas do BOP não estivesse bem conectado.

 

As informações são da Efe.

 

 

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