BP assume fatura do acidente e promete compensação rápida

Equipamento que falhou ao não impedir o vazamento não pertencia à empresa, diz executivo

EFE

03 Maio 2010 | 18h33

A empresa British Petroleum estabeleceu uma linha gratuita para compensar os afetados pelo vazamento no Golfo do México e prometeu assumir a fatura da limpeza do acidente, que deve gerar perdas multimilionárias.

 

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O anúncio chega depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insistiu ontem que a BP é "responsável" pelo vazamento e "pagará a fatura".

 

A BP, que operava a plataforma que afundou no dia 22 de abril, dois dias após uma explosão na qual morreram 11 trabalhadores, expressou hoje em comunicado sua disposição de assumir a responsabilidade pelo ocorrido.

 

Isso inclui aceitar solicitações de compensação através de uma linha telefônica que operará de forma ininterrupta os sete dias da semana e na qual serão aceitas, entre outras, reivindicações daqueles que tenham sofrido perdas pelo vazamento, como os pescadores da Louisiana.

 

O executivo-chefe de British Petroleum, Tony Hayward, que chegou hoje aos EUA para supervisionar os trabalhos de contenção do vazamento, insistiu nessa mensagem.

 

"Pagaremos pela operação de limpeza, com certeza; não há dúvida disso. É nossa responsabilidade e a aceitamos plenamente", disse à rádio pública NPR o executivo de 52 anos que assumiu as rédeas da empresa em 2007.

 

Por enquanto, não se sabe exatamente a quanto poderia chegar a fatura dos ao redor de cinco mil barris diários de petróleo que se calcula que fluem diariamente para mar, embora estimativas de diferentes analistas apontem que, só a limpeza, pode custar até US$ 7 bilhões.

 

O diretor da BP precisou, de todo modo, que apesar assumir a despesa da limpeza e outros custos associados, a empresa "não é responsável pelo acidente".

 

Hayward insistiu que o equipamento que falhou, e que permitiu a fuga de petróleo, pertence a Transocean, proprietária da plataforma, da qual a BP era concessionária.

 

O equipamento citado está pensado para impedir o fluxo de petróleo e gás à superfície em situações de emergência, mas não funcionou como devia no caso da plataforma Deepwater Horizon.

 

A BP diz que os trabalhadores que conseguiram sair da plataforma sustentam que tentaram ativar, sem sucesso, o equipamento.

 

Tanto a Cameron International, provedora dos equipamentos do poço, como a Halliburton realizaram diferentes trabalhos na plataforma. Se BP for capaz de provar que incorreram em negligências, poderá desviar parte fatura multimilionária em direção a eles.

 

Guy Cantwell, porta-voz da Transocean, emitiu hoje um comunicado em que assinala que a empresa "esperará para ver todos os dados antes de extrair conclusões e não especulará".

 

O procurador-geral americano, Eric Holder, disse hoje em entrevista coletiva que o Departamento de Justiça faz parte da investigação e insistiu, em linha com o resto do governo, que é necessário assegurar que a "BP assuma a responsabilidade".

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