Reprodução/BP/AP
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BP afirma que operação para fechar vazamento de óleo está funcionando

Companhia está bombeando cimento a 1,5 mil metros de profundidade para tentar selar poço

Efe

27 Maio 2010 | 08h46

WASHINGTON - O executivo-chefe da British Petroleum (BP), Tony Hayward, assegurou na madrugada desta quinta-feira, 27, que a operação para fechar o vazamento de petróleo no Golfo do México está avançando conforme o previsto, mas é preciso esperar 24 horas para saber se será bem-sucedida.

 

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O principal responsável da multinacional britânica assinalou cinco horas depois do começo do procedimento para deter o vazamento que "a operação 'top kill' está indo conforme planejado", mas que é preciso esperar "ao menos 24 horas antes de saber se funcionou".

 

A BP começou a operação para tentar selar o poço no Golfo do México às 16h (Brasília) desta quarta-feira, embora tanto a companhia petrolífera como a Casa Branca insistam que não há garantias totais de êxito.

 

Procedimento

 

O procedimento, conhecido como "top kill", começou depois que a Guarda Litorânea dos EUA deu sinal verde a multinacional britânica para começar a trabalhar. A BP bombeará cimento a 1,5 mil metros de profundidade após injetar uma carga de fluidos pesados.

 

É a primeira vez que uma operação deste tipo é levada a cabo em águas tão profundas e a BP tinha estimado esta manhã as possibilidades de sucesso entre 60% e 70%.

 

O poço que a BP tentará fechar emite, segundo os dados oficiais, 800 mil litros diários de petróleo ao mar, embora cientistas independentes estimem que esse número pode ser até dez vezes maior.

 

Se a operação não funcionar a BP tentará novos sistemas de contenção e contempla a possibilidade de substituir o mecanismo desenhado para impedir explosões (BOP) que deveria de ter selado o poço, mas falhou no dia do acidente.

 

A empresa continua, além disso, com a escavação de dois poços alternativos para cortar a fuga de petróleo que flui para o mar, mas essa operação poderia durar três meses.

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