Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Bolsonaro diz que 'diminuiu bastante' possibilidade de encontrar culpado por mancha de óleo

Presidente disse que 'ninguém sabe a origem ainda' do problema; ele pretende sobrevoar a região afetada na próxima semana.

Mateus Vargas e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2019 | 19h51

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro planeja sobrevoar a região atingida pelo óleo no litoral nordestino. Nesta quinta-feira, 31, Bolsonaro disse que está cada vez mais difícil de se descobrir a origem do vazamento.

"Ninguém sabe a origem ainda. Diminuiu bastante a possibilidade de se encontrar e ter um responsável. Não temos nada de concreto. De modo que nada podemos anunciar", afirmou, na saída do Palácio do Planalto. "Os órgãos do governo estão empenhados”, afirmou.

Nesta quarta-feira, o vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que havia "uma boa chance" de se anunciar o desfecho da investigação ainda nesta semana. Mourão exerceu até ontem a Presidência, durante a viagem de Bolsonaro à Ásia e ao Oriente Médio.

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Óleo se espalha pelos 9 Estados da região. O poluente foi identificado em uma faixa de mais de 2 mil quilômetros da costa brasileira

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, admitiu na quarta-feira que as manchas do óleo que poluem as praias do Nordeste podem chegar às praias do Sudeste.

Até esta quarta, segundo o Ibama, 283 localidades de 98 municípios dos nove Estados nordestinos foram atingidas pelo óleo.

As manchas de óleo que avançam rumo ao sul da Bahia já chegaram a Santa Cruz de Cabrália, município localizado na Costa do Descobrimento, e também à Porto Seguro. A informação foi confirmada pelo Ibama. Em Cabrália, o petróleo cru que se espalha pelo litoral nordestino foi detectado na praia de Belmonte. Em Porto Seguro, o óleo já chegou às praias de Prado, Trancoso e Arraial d’Ajuda. E há o risco do óleo chegar a  Abrolhos, segundo os técnicos que monitoram a todo o momento a rota do óleo. 

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