Batiscafos russos exploram o fundo do lago Baikal

Exploração do maior lago de água doce do mundo se tornará uma série de documentários para a TV russa

Efe

10 Julho 2008 | 18h47

Os batiscafos, ou sinos de mergulho, russos Mir-1 e Mir-2, os mesmos que chegaram ao fundo do oceano glacial ártico e ao local de naufrágio do Titanic no oceano Atlântico, exploraram as profundezas de Baikal, o maior lago de água doce do mundo, anunciou nessa quinta-feira, 10, o canal russo Vesti-24. Segundo Dmitri Mednikov, redator chefe da cadeia, patrocinadora da expedição, um avião de transporte militar Ruslan transportou nesta quinta-feira, 10, os batiscafos do porto até o enclave báltico de Kaliningrado, na cidade siberiana de Ulán-Ude.  Segundo Mednikov, durante a primeira fase da expedição, este ano aconteceram cerca de 60 imersões dos Mir em regiões diferentes do lago, e para 2009 estão previstas mais 100.  Os cientistas verificaram a existência de formas de vida sem oxigênio e estudaram a flora e a fauna, assim como os processos tectônicos no fundo do lago. Com os resultados da expedição de pretende elaborar uma série de recomendações e medidas práticas que permitam otimizar a atividade econômica nessa região com a finalidade de preservar os recursos naturais únicos de Baikal.  "Participamos com grande prazer em projetos que contribuem para o desenvolvimento da ciência na Rússia. Um deles é uma série de reportagens sobre as imersões dos batiscafos nas profundidades de Baikal", sublinhou.  Indicou, além disso, que os espectadores do canal russo "serão os primeiros a ver uma imagem única, já que nunca antes foram feitas explorações nem gravações a uma profundidade de 1600 metros em Baikal." A expedição nesse lago foi organizada pelo fundo de proteção a Baikal, liderado pelo pesquisador Artur Chilingárov, chefe da expedição que no ano passado colocou pela primeira vez na história batiscafos tripulados no fundo do Polo Norte.  Com mais de 25 milhões de anos, o lago Baikal abriga cerca de duas mil espécies de animais que, em alguns casos, não existem em nenhum outro lugar do mundo, como a golomianka, espécie de vivíparo que vive a mil metros de profundidade e o pequeno epishura, um caranguejo de apenas um ou dois milímetros de comprimento.  Com uma superfície de 31.500 km², 636 quilômetros de comprimento e 1940 quilômetros de profundidade máxima, o lago Baikal é um dos principais destinos turísticos da Sibéria.

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