Barroso e Blair confiam em acordo sobre mudança climática

Presidente da Comissão Européia e ex-primeiro-ministro britânico acreditam na sucessão de Kyoto em 2009

Efe

22 Julho 2008 | 21h09

A Comissão Européia (CE) e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair mostraram estarem confiantes de que a conferência de Copenhague de 2009 conseguirá um acordo sobre mudança climática para dar seguimento ao período após o Protocolo de Kyoto, que acabará em 2012.   "Estou mais convencido do que nunca em um acordo", afirmou o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, na coletiva de imprensa concedida ao lado de Blair.   A cúpula do Grupo dos Oito (G8, sete nações mais ricas do mundo e a Rússia) fechou um acordo para reduzir pela metade as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 2050.   A medida foi qualificada de "grande avanço" por Barroso, embora os ecologistas ainda achem insuficiente.   "É necessário vê-lo de uma perspectiva e não esquecer que muitos membros do G8 ainda estavam discutindo sobre objetivos vinculativos e agora se conta com um acordo", disse o presidente da CE.   Além disso, disse que "é muito importante que a Europa mantenha seus compromissos, já que seria muito prejudicial para sua credibilidade se agora desse mostras de retrocesso".   Já Tony Blair, ressaltou que a mudança climática é "uma questão tecnicamente complexa e politicamente sensível" e que é preciso levar em conta os diferentes estados nos quais se encontram Europa, América, Japão e países como Índia ou China.   "É crucial reunir estas duas partes do mundo e conseguir um acordo conjunto", afirmou.   Em Hokkaido (norte do Japão), os países emergentes (Brasil, China, México, Índia e África do Sul) não quiseram se comprometer com a meta do G8 e só prometeram "cortes profundos" das emissões globais, embora sem concretizar datas ou porcentagens, e fechar um acordo apontando para o pós-Kyoto no final de 2009.   As nações desenvolvidas não só fixaram alvos para 2050, mas também assinalaram que marcarão metas de redução a médio prazo, em 2020 ou 2030.

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