Jane Barlow/AP
Jane Barlow/AP

Barack Obama cobra que Brasil esteja na liderança do enfrentamento às mudanças climáticas

No discurso na COP-26, ex-presidente dos EUA ainda criticou a China e a Rússia por 'falta de urgência' em relação às reduções dos gases do efeito estufa. Os líderes dos dois países não compareceram ao evento, assim como Bolsonaro

Igor Soares, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2021 | 22h03

Durante discurso na Conferência do Clima (COP-26), da Organização das Nações Unidas, nesta segunda-feira, 8, o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama cobrou que países ricos tomem a liderança no enfrentamento das mudanças climáticas, incluindo o Brasil. “Não podemos permitir que ninguém fique de fora”, afirmou. 

O evento que discute o rumo do meio ambiente e os impactos das emissões de gases do efeito estufa ocorre em Glasgow, na Escócia. Como era um dos discursos mais esperados, o ex-presidente aproveitou para chamar a atenção de alguns países. 

“Nós precisamos de economias avançadas, como os Estados Unidos e Europa, liderando esta questão”, pontuou o ex-presidente americano. “Mas vocês sabem os fatos: também precisamos da liderança da China e da Índia neste tema. Precisamos da Rússia liderando esta questão, assim como da Indonésia, da África do Sul e do Brasil na liderança deste tema”, reforçou. 

O presidente Jair Bolsonaro não esteve presente no evento da ONU para tratar do aquecimento global. O Brasil é o quinto país entre os que mais emitem gases poluentes, ficando atrás da Índia, Rússia, China e EUA. 

Obama criticou a China e a Rússia por “falta de urgência” em relação às reduções dos gases do efeito estufa. Os dois países figuram na lista dos mais poluidores do mundo. O ex-presidente disse que muito pouco progresso foi feito desde 2015, com o Acordo de Paris, para tentar reduzir o aquecimento a 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais. 

“Foi particularmente desanimador ver os líderes de dois dos maiores emissores do mundo, China e Rússia, se recusarem até mesmo a comparecer ao evento”, disse. “Seus planos nacionais refletem o que parece ser uma perigosa falta de urgência e vontade de manter o status quo por parte desses governos, o que é uma vergonha.” / COM INFORMAÇÕES DA REUTERS

 

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