Banco do Vaticano recebe bens de volta e quer nova relação com bancos italianos

Um banco italiano devolveu ao Vaticano 23 milhões de euros que estavam bloqueados por causa de uma investigação de lavagem de dinheiro de 2010, informou o Banco do Vaticano nesta terça-feira, um sinal de que os esforços da Santa Sé para tornar suas finanças mais transparentes estão dando resultado.

PHILI, REUTERS

18 Novembro 2014 | 18h50

O Banco do Vaticano, cujo nome oficial é Instituto para as Obras de Religião (IOR, na sigla em italiano), declarou em um comunicado que a medida é “uma consequência da adoção de um sistema antilavagem de dinheiro e de supervisão implementado com sucesso”.

Um porta-voz do Banco do Vaticano disse que o IOR espera que a transferência represente um divisor de águas e que coloque a entidade em um novo patamar nas relações com as instituições financeiras italianas.

O IOR, que foi fundado em 1942, vem sendo assolado por escândalos financeiros ao longo das décadas. O Banco da Itália não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Em 2010, como parte de um esforço global para deter os financiamentos ilícitos, o Banco da Itália ordenou que os bancos do país aprimorassem suas iniciativas contra a lavagem de dinheiro. Como parte da reação, as instituições financeiras italianas reduziram seus negócios com o IOR, esperando que a entidade melhorasse seus padrões.

Em janeiro deste ano, o IOR disse em sua declaração financeira que, com as reformas, a entidade merecia "a retomada da plena interação com instituições financeiras italianas".

(Reportagem adicional de Stefano Bernabei)

Mais conteúdo sobre:
RELIGIAOVATICANOBANCO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.