Aviação se compromete a reduzir emissões pela metade

Setor utilizará aparelhos com menor consumo e usará biocombustíveis para atingir meta até 2050

Efe,

08 Dezembro 2009 | 17h43

O setor da aviação se comprometeu nesta terça-feira, 8, a reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 50% até 2050 com a utilização de aparelhos com menor consumo e uso de biocombustíveis, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

 

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Em comunicado divulgado nesta terça-feira, segundo dia da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), a Iata anunciou que as companhias aéreas estão investindo mais de US$ 1,5 trilhão em novos aviões para reduzir a emissão de gases gerados pela indústria da aviação em 21% até 2020.

 

Além disso, a utilização de biocombustíveis, que já estão sendo testados por cinco companhias aéreas, tem o potencial de reduzir as emissões de carbono em até 80%. Os testes devem terminar em 2011.

 

Para diminuir pela metade as emissões de CO2 até 2050, a estratégia da Iata será utilizar aeronaves mais eficientes.

 

Anthony Concil, porta-voz da entidade, disse à Agência Efe que a aviação contribui com uma taxa de entre 2 e 3% das emissões globais de CO2, muito abaixo de outras indústrias, apesar de estar no centro das críticas dos ambientalistas.

 

Em Copenhague, houve protestos e questionamento a respeito da quantidade de CO2 gerada pela própria cúpula, incluindo os gases gerados pelos 140 aviões privados que sairão de todas as partes do mundo com destino a Copenhague, transportando celebridades e líderes políticos.

 

Entre os 15 mil participantes esperados na reunião, além dos 110 chefes de Estado e de Governo que confirmaram presença, estão o ex-presidente americano Bill Clinton e seu ex-vice-presidente, Al Gore, o arcebispo da África do Sul Desmond Tutu, o príncipe Charles da Inglaterra, e os atores Leonardo DiCaprio e Daryl Hannah.

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