REUTERS/Phil Noble
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‘Avanço pontual’, ‘tímido’ e ‘blábláblá’: Veja reações sobre o acordo na COP-26

Texto define regras para o mercado global de carbono, mas frustrou em relação ao financiamento de ações por parte países ricos

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2021 | 18h33

O acordo firmado neste sábado, 13, na Cúpula do Clima (COP-26), em Glasgow dividiu opiniões entre ambientalistas, especialistas e autoridades. O acordo define regras para o mercado global de carbono, mas frustrou em relação ao financiamento de ações por parte países ricos. De última hora, o texto aprovado atenuou as ambições sobre combustíveis fósseis. 

Veja as reações:

  • Secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres

“Os textos aprovados são um compromisso. Eles refletem interesses, condições, contradições e o estado político do mundo hoje. Tomam medidas importantes, mas infelizmente a vontade política coletiva não foi suficiente para superar algumas contradições profundas.”

  • Presidente da COP-26, Alok Sharma

“Acho que hoje podemos dizer com credibilidade que mantivemos (a meta de) 1,5º C ao alcance. Mas só sobreviveremos se cumprirmos nossas promessas. (...) A história foi feita  aqui em Glasgow e agora precisamos garantir que o próximo capítulo mostre o sucesso dos compromissos que assumimos juntos.”

  • Boris Johnson, primeiro-ministro britânico

"Ainda há muito mais a fazer nos próximos anos. Mas o acordo de hoje é um grande passo à frente. Temos o primeiro acordo internacional para reduzir o carvão e um roteiro para limitar o aquecimento global a 1,5ºC."

  • Greta Thunberg, jovem ativista sueca: 

“A COP-26 acabou. Aqui, um breve resumo: blá, blá, blá. Mas o trabalho verdadeiro continua fora dessas salas. E nunca vamos nos render.”

  • Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima

"Quando chegar em casa amanhã, não poderei dizer para a minha filha ficar menos preocupada com o futuro. Apesar de alguns avanços pontuais, decisões fundamentais foram simplesmente adiadas, como se a humanidade tivesse tempo de esperar. O senso de urgência do último relatório do IPCC não existe no texto aprovado pela conferência."

  • Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)

"A regulamentação do mercado global de carbono mostra que o caminho para aumentar ainda mais a ambição climática passa também pela utilização de instrumentos de mercado. A decisão sinaliza um passo importante para uma retomada econômica verde no Brasil porque cria uma oportunidade para o setor empresarial se engajar no comércio global de emissões rumo à neutralidade climática. O Brasil tem uma posição privilegiada, com um dos maiores potenciais de venda de créditos de carbono no mundo."

  • Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace

“É tímido, fraco e o objetivo de 1,5ºC apenas segue vivo, mas manda um sinal de que a era do carbono está acabando. E isso é importante.”

  • Manuel Pulgar-Vidal, liderança do clima da WWF. 

“Devemos reconhecer que o progresso foi feito. Existem agora novas oportunidades para os países cumprirem o que sabem que deve ser feito para evitar uma catástrofe climática."

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