Austrália nega acordo com Japão para limite da caça às baleias

Governo planeja manter posição e continuar pressionando pelo fim da caça às baleias com fins científicos

Efe,

27 Janeiro 2009 | 14h59

O governo australiano anunciou nesta terça-feira, 27, que não alcançou nenhum acordo para que o Japão suspenda ou limite a caça às baleias na Antártida, em troca de poder capturar mais cetáceos em suas águas.   Veja também: Austrália descarta ação legal pelo fim da caça às baleias Ambientalistas querem ação legal contra baleeiros japoneses   "A posição australiana não mudou, estamos totalmente comprometidos com a suspensão total da chamada caça às baleias com fins científicos, e somos totalmente contra a caça comercial de baleias", disse o ministro do Meio Ambiente, Peter Garrett.   Durante a reunião da Comissão Baleeira Internacional, realizada no fim de semana passado no Havaí, o organismo propôs esse acordo ao Japão, segundo revelou o Fundo Internacional para o Bem-estar dos Animais (IFAW).   O titular de assuntos exteriores australiano, Stephen Smith, destacou que as conversações nesse sentido estão em um nível preliminar e reiterou que a prioridade de Camberra é que o Japão suspenda a caça de cetáceos na Antártida, antes de colocar um fim, de maneira completa, a essa atividade em todo o mundo.   Na semana passada, a Austrália afirmou que manterá a pressão diplomática sobre o Japão, tendo descartado a possibilidade de iniciar ações legais contra o país.   O primeiro ministro, Kevin Rudd, respondeu dessa forma à organização ecologista Sea Shepherd, que se ofereceu para abandonar a perseguição aos navios baleeiros japoneses se a Austrália e a Nova Zelândia realizassem ações legais contra o Japão.

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