Ativistas não conseguem impedir sacrifício de cangurus

Cerca de 400 animais foram mortos pelo exécito devido ao excesso de crescimento da população

Reuters

20 de maio de 2008 | 18h44

Ativistas que protestavam nesta terça-feira, 20, não conseguiram impedir o sacrifício de centenas de cangurus em uma base militar próxima a Camberra, capital australiana.   Dois manifestantes que conseguiram passar pela segurança e, em uma tentativa de libertar os cangurus, escreveram protestos dentro das celas, atingiram os cangurus errados, que foram sedados com tranqüilizantes veterinários. Os outros quase 400 cangurus foram mortos em uma área separada, disseram os militares.   "As ações desses manifestantes estressaram um pequeno número de cangurus que foram capturados e tranqüilizados", disse o porta-voz da Defesa Brigadeiro Andrew Nikolic.   Autoridades disseram que 400 cangurus cinza, imagem presente nos casacos do exército australiano, ameaçavam outras espécies locais ameaçadas devido ao grande crescimento de sua população.   Um total de 600 cangurus viviam em uma área de 200 hectares da base de comunicações militares próxima a Canberra, e os militares disseram que todos teriam morrido de fome caso 400 deles não tivessem sido capturados e sacrificados com barbitúricos.   O ministro de Relações Exteriores Stephen Smith negou que o sacrifício fosse manchar a reputação da Austrália no exterior.   Até quatro mil cangurus selvagens são sacrificados todos os anos na Austrália, de uma população total de 50 milhões, para controlar a população e prevenir seu crescimento exagerado.   Em 2004 houve um apelo internacional pelo massacre de 900 cangurus em uma barragem que fornecia água para Canberra. Os animais estavam causando problemas de erosão devido à pastagem.

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