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As promessas e pressões que dominaram a 1ª semana da COP

O que os principais políticos falaram na abertura da reunião sobre as mudanças climáticas

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07 Dezembro 2009 | 21h51

Esse texto é um reflexo de até onde chegaram os negociadores, mas é um longo caminho a partir do que precisamos, um longo caminho a partir do que devemos trabalhar."

Penny Wong, ministro para Mudanças Climáticas da Austrália    

 

"Esta é a hora para gritar e fazer com que os líderes saibam que isso aqui é sério."

Lin Che, estudante de Taiwan, durante protesto em Copenhague    

 

"Duvido da sinceridade dos países desenvolvidos em seus compromissos. Por que não estão falando num compromisso para fornecer verbas até 2050?"

He Yafei, vice-chanceler da China     

 

"Essa estrutura [rascunho do acordo] reflete o pensamento antigo. E nós não queremos começar uma negociação nessa base. É uma obrigação ambiental."

Todd Stern, negociador-chefe da delegação dos Estados Unidos

 

"Enquanto os países ricos discutem sobre uma percentagem ou outra, há ilhas do Pacífico que já estão preparando planos de evacuação diante de um repentino aumento no nível do mar. É uma questão de sobrevivência."

Victor Fodeke, chefe da delegação nigeriana  

 

"Os textos preliminares lançaram fundamentos sólidos para consulta nos próximos dias e também para um resultado positivo ao final da conferência."

Su Wei, principal negociador da delegação chinesa    

 

As mudanças climáticas não respeitam fronteiras. Estamos todos no mesmo barco. Um buraco em uma ponta vai afundar todos nós. 

Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU

 

“Os dinamarqueses estão desesperados pelo sucesso da reunião a qualquer preço. Mas um acordo justo deve levar em conta os interesses de todos os que negociam. Tem de ficar no meio do caminho”

Lumumba Di-Aping, sudanês que preside o G77 + China (grupo de 140 países que inclui o Brasil), sobre vazamento de um rascunho para o acordo do clima feito pela Dinamarca

"A evidência e a ciência são profundas e extensivas. Elas vêm de décadas de dolorosas e meticulosas pesquisas, feitas por muitos milhares de cientistas do mundo todo, que mantêm os mais altos níveis de integridade profissional"

Declaração assinada por 1.700 cientistas britânicos em apoio às evidências científicas segundo as quais o aquecimento global é agravado pela ação humana.

 

"Só espero que as pessoas em Copenhague não percam de vista o fato de que há oportunidades econômicas por aí. Isso está sendo vendido como uma dose de óleo de rícino que se tem de engolir, e não é verdade."

Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos

 

"Já é evidente que não se assinará nenhum acordo jurídico importante."

Arkadi Dvorkovich, assessor econômico da Presidência russa

 

"A presença de tantos líderes é uma oportunidade que o mundo não pode deixar escapar, porque um acordo sobre o clima está ao alcance das nossas mãos"

Lars Lokke Rasmussen, Premiê dinamarquês

 

 

"O relógio zerou. Após dois anos de negociações, chegou a hora da decisão"

Yvo de Boer, chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU

 

 

"É evidente que o mundo se beneficiaria enormemente com uma ação precoce. O adiamento apenas levaria a custos em termos humanos e econômicos que se tornarão cada vez mais altos"

Rajendra Pachauri, chefe do painel de cientistas do clima das Nações Unidas

 

 

"Mesmo que não se chegue a um acordo sobre tudo, e não vai se chegar, uma base sólida será feita. Por isso, a conferência em Copenhague não serã um fracasso"

Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente do Brasil

 

 

"Estou muito otimista sobre Copenhague. Todos os líderes concordam que temos o mesmo objetivo, que é combater o aquecimento global. Então, crieo que chegaremos a um acordo e acredito que ele será assinado por todos os países membros da ONU, o que seria um fato histórico"

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU

 

 

"Esta é a nossa chance. Se a perdermos, pode levar anos até que consigamos uma melhor. Se é que isso vai acontecer."

Connie Hedegaard,presidente da COP-15 e ministra do Clima da Dinamarca

 

 

"Temos de fazer todos os países reconhecerem que eles precisam ser tão ambiciosos como prometeram. Não é mais suficiente dizer 'posso fazer isso, talvez eu faça isso'. Quero criar uma situação na qual a União Europeia seja persuadida a defender os 30% (no corte de emissões)"

Gordon Brown, premiê britânico

 

 

"O presidente Obama está comprometido a levar os EUA adiante (na questão climática): um compromisso com a redução de emissões, com o financiamento, com a participação. O que precisamos fazer agora é ver como essas negociações (em Copenhegue) vão se desenrolar"

Jonathan Pershing, enviado americano para questões climáticas

 

 

"As negociações finais vão girar, basicamente, em torno do que os EUA e a China vão propor. Juntos, esses dois países contabilizam as emissões de metade do mundo. Por isso, será um choque se Obama vier até a Dinamarca para oferecer apenas o que a Casa Branca anunciou a semana passada"

Andreas Carlgren, ministro do Meio Ambiente da Suécia (que detém atualmente a presidência rotativa da União Europeia) 

 
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