Árvore que brotou de semente de 2.000 anos passa bem

Cientista espera que exista uma chance de restaurar a tamareira da Judéia, uma espécie extinta

AP,

12 Junho 2008 | 15h29

Com pouco mais de 3 anos de idade e 1 metro de altura, Matusalém está crescendo saudável. "É linda", diz a cientista Sarah Sallon, referindo-se à tamareira cujos pais podem ter ajudado a alimentar judeus revoltados contra o Império Romano, 2.000 anos atrás.   A pequena árvore brotou de uma semente recuperada de Massada, onde judeus rebelados cometeram suicídio para evitar a captura pelas tropas de Roma. Datação de carbono 14 de outras sementes e de fragmentos de raízes encontrados perto da semente que brotou indicam que ela tinha 2.000 anos, sendo a mais antiga semente conhecida a gerar uma árvore.   Sarah, diretora de um centro de pesquisas médicas em Israel, narra a saga de Matusalém na edição desta semana da revista Science.   Uma coisa que ainda não se sabe é se a árvore é menino ou menina. Tamareiras têm diferenças sexuais, mas os especialistas não conseguem identificá-las em árvores com menos de seis ou sete anos.   A pesquisadora espera que exista uma chance de restaurar a tamareira da Judéia, uma espécie extinta e que no passado era valorizada pelos frutos e por supostas propriedades medicinais.   Pesquisadores analisaram o DNA da planta e descobriram que ela tem apenas metade dos genes em comum com as tamareiras modernas.

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