Artigo indica forma eficiente de definir prioridades para preservar biodiversidade

Vale a pena identificar um grupo de 'espécies indicadoras', em vez de catalogar todas

Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

06 Julho 2011 | 10h01

O biólogo Rafael Dias Loyola, da Universidade Federal de Goiás, conhece bem a necessidade de bons modelos para contornar a falta de dados e fundos para a conservação da biodiversidade. Ele publicou recentemente um trabalho na revista científica PLoS One em que propõe um atalho para a definição de unidades de conservação.

O princípio é simples: em vez de realizar um inventário exaustivo da distribuição das espécies para descobrir onde criar unidades de conservação com a maior diversidade possível - algo impraticável -, vale a pena identificar um grupo de "espécies indicadoras": quando parques são criados para proteger esses animais, o maior número possível de outras espécies são automaticamente preservadas da extinção.

Loyola e Joaquim Trindade Filho, coautor do artigo, fizeram uma lista para o Cerrado e a Mata Atlântica. Viram que roedores, morcegos e primatas de distribuição restrita são ótimos candidatos para indicar onde criar unidades de conservação.

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