Artesã indígena cria cooperativa para exportar tecidos tradicionais

Após vender aos EUA e Europa, Raimunda 'se reconciliou' com suas origens

João Fellet, BBC

19 Abril 2012 | 05h54

 

Após mudar-se para a cidade de Tarauacá (AC) para estudar, a índia Raimunda Pinheiro, de 31 anos, percebeu que mulheres de seu povo (huni kui) tinham muita dificuldade para vender seus produtos artesanais.

Decidiu, então, criar uma associação para exportar tecidos tradicionais à Europa e aos Estados Unidos.

"O pouco que aprendi do branco fez com que tivéssemos consciência de criar uma cooperativa ou uma associação para que pudéssemos conseguir algo mais para adiante. Vimos que tínhamos potencial de escoar nosso material para o exterior", diz Raimunda, conhecida como Mawapey em sua comunidade.

Com o sucesso do negócio, diz ter se reconciliado com suas origens, após um período de "rebeldia".

"A vida me ensinou muito, principalmente a valorizar quem eu sou, uma mulher indígena", diz. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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