Redução do aquecimento global contribui para a competitividade
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Redução do aquecimento global contribui para a competitividade

Especialista aponta que, com organização, Brasil é o único país que pode avançar rapidamente e de forma competitiva na economia global que mira o baixo carbono

ArcelorMittal, Estadão Blue Studio
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30 de abril de 2021 | 07h00

A redução do aquecimento global é uma necessidade mundial e a redução das emissões de CO2 é fundamental para aumentar a competitividade dos países e o Brasil pode ter grande destaque neste quesito. A avaliação é do professor da PUC-RJ, Sérgio Besserman Vianna, que também é economista e ex-presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), feita durante live realizada pelo Estadão.

“Com o mundo indo para o baixo carbono, o Brasil é o único país que se fizer essa jornada planejadamente e organizadamente avança bastante na sua inserção competitiva na economia global”, considera o professor. De acordo com ele, isso é possível primeiro porque somos, seguramente, o país mais barato para ter uma matriz energética 100% sustentável. Segundo porque temos que renovar nossa infraestrutura, que infelizmente é um custo-Brasil que prejudica a atividade das empresas, e seria importante fazer em baixo carbono e em terceiro nosso parque produtivo está em condições de ficar na fronteira das inovações tecnológicas. “Assumir esse compromisso não é só pela necessidade, mas também para a competitividade no futuro e desempenho das companhias”, destaca.

Líder mundial da produção de aço, a ArcelorMittal tem se destacado neste processo e liderado os esforços do setor para reduzir o aquecimento global. A meta da empresa é zerar as emissões em 2050. Para alcançar esse objetivo, a companhia lançou recentemente o XCarb, que irá reunir todas as atividades e produtos de aço fabricados com baixa emissão de CO2 ou zero carbono na ArcelorMittal, bem como iniciativas mais abrangentes e projetos de inovação verde. Além disso, a empresa tem iniciativas para aumentar o uso de sucata no processo de produção, a utilização de gás natural e a otimização do uso do carvão vegetal nas unidades como alternativas para reduzir emissões de CO2.

“A questão do aquecimento global é um caminho sem volta e se a humanidade quer preservar sua condição de vida no planeta é extremamente necessário que as ações sejam feitas”, diz Guilherme Abreu, gerente-geral de Relações Institucionais e Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil. “A indústria pode contribuir nas questões específicas do Brasil e, independentemente de onde  está situada e o compromisso assumido no país, o setor entende que o papel dele para transição de um futuro de baixo carbono é de suma importância, seja desenvolvendo tecnologia, buscando tecnologia disruptiva ou de ponta, seja trabalhando junto com os próprios governos para a elaboração de políticas públicas adequadas para o cenário de baixo carbono. Neste contexto, a energia limpa é fundamental”, diz o executivo. “Temos uma possibilidade imensa de evoluir neste sentido e ter uma matriz energética limpa caminhando em um futuro de baixo carbono”, complementa.

Mas o setor público também tem o seu papel neste processo e precisa entender a importância, urgência e complexidade do tema, conforme destaca Vianna. Ele avalia que o compromisso da ArcelorMittal de zerar as emissões até 2050 é ambicioso e atinge uma velocidade impressionante. “É quase a redução de 7% ao ano cumulativo nas emissões gerais do planeta”, calcula.

Abreu comenta que, pensando num futuro de baixo carbono e carbono neutro até 2050, o suprimento de energia é fundamental e afirma que o Brasil tem algumas vantagens em relação a outros países. “A nossa matriz energética hoje já é 45% renovável contra média mundial de 14%. Geração de energia elétrica, que é fundamental para o setor de produção de aço, a participação de renovável na matriz elétrica brasileira é de 83% contra 25% de média mundial. A solar no último ano cresceu mais de 200%, de 0,5% para 1,7%. É um crescimento exponencial que se mantiver nos próximos anos vai ter uma participação interessante. E a eólica, no Brasil, já participa com 9% da matriz elétrica”, elenca Abreu.

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