Aproximação de tempestade suspende trabalhos no Golfo do México

É possível que o tampão colocado sobre o poço avariado tenha de ser aberto

Associated Press

21 Julho 2010 | 19h42

Uma tempestade em formação no Caribe praticamente paralisou os esforços para tampar de vez o poço de  rompido no fundo do Golfo do México nesta quarta-feira, 21, num momento em que faltam poucos dias para que um poço auxiliar, visto como a solução definitiva para o problema, fique pronto. 

 

É possível, disse o almirante reformado da Guarda Costeira Thad Allen, principal encarregado do governo americano para tratar do problema, que a tampa colocada sobre o poço rompido e que vem mantendo o vazamento sob controle há quase uma semana tenha de ser reaberto, permitindo que o petróleo volte a vazar livremente para o oceano.

 

Allen está esperando para ver como a tempestade se desenvolve antes de decidir se ordena que todos os navios e tripulações se afastem do Golfo do México por questão de segurança.

 

As nuvens de tempestade passaram pelo Haiti e República Dominicana nesta quarta, e meteorologistas disseram que o sistema deve entrar no Golfo no fim de semana. Segundo eles, há uma chance de 50% de que uma depressão ou tempestade tropical tenha se formado até sexta.

 

Tripulações planejavam passar a quarta e a quinta-feira reforçando com cimento os últimos metros do túnel auxiliar que será usado para bombear lama para o poço danificado e fechá-lo de vez. Mas a BP optou por suspender a tarefa e, em vez disso, pôr uma tampa provisória no túnel, caso o trabalho tenha de ser abandonado por causa da tempestade.

 

"O que não queríamos era estar no meio da operação e potencialmente pôr o poço auxiliar em risco", disse o vice-presidente da companhia, Kent Wells.

 

Se os trabalhadores forem removidos da área, poderão se passar duas semanas antes que os esforços para neutralizar de vez o poço sejam retomados.

 

Cientistas vêm analisando há dias imagens e dados de pressão do tampão instalado pela BP na cabeça do poço avariado na quinta-feira passada, para avaliar o risco de haver uma nova ruptura e um desastre ainda maior que o que se materializou após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, em 20 de abril.

 

Se a tempestade impedir que o monitoramento prossiga, o tampão poderá simplesmente ter de ser aberto, disse Allen. Cientistas discutem se seria possível manter o monitoramento a partir de terra firme.

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