Após Fukushima, incineradores de lixo ganham espaço como fonte de energia

Queima de lixo deve fornecer energia a 30 mil famílias neste verão

Planeta

20 Junho 2011 | 18h53

A geração de energia elétrica pela queima de lixo está aumentando neste começo de verão como fonte alternativa para compensar a escassez esperada por causa da crise ainda em andamento na usina nuclear de Fukushima, publicou o Yomiuri Shimbun, o jornal com a maior tiragem do mundo. O verão no Hemisfério Norte começa nesta terça-feira, 21.

De acordo com o Yomiuri Shimbun, os governos locais de Tóquio, Yokohama e Nagoya planejam aumentar a produção de energia termelétrica em incineradores de lixo durante os períodos de pico de consumo nesta estação.

A produção total de eletricidade em 20 usinas de descarte de lixo operadas pela Associação Limpa de Tóquio é de cerca de 250 mil kilowatts, o equivalente a uma usina termelétrica de médio porte.

A geração de energia dessas usinas tem sido metade desse valor, e as próprias usinas consomem eletricidade. A associação planejava vender uma média de 52 mil kilowatts entre julho e setembro deste ano, via rede de transmissão da Tepco, a empresa que opera Fukushima.

Mas como a escassez de energia pode ser grave neste verão, quando sobe a demanda por ar condicionado, a associação decidiu elevar seu volume de vendas para 96 mil kilowatts, quase o dobro. 

As usinas gerarão mais energia reduzindo a quantidade de lixo jogada nos incineradores durante a noite e aumentando a quantidade de dia. Também economizarão eletricidade deixando de usar máquinas que queimam as cinzas, usando produtos químicos para o serviço.

A energia fornecida pela queima de lixo deve suprir a demanda de cerca de 30 mil domicílios. 

Já que a geração de energia é menos eficiente se lixo não-combustível for incluído, a Associação Limpa de Tóquio pediu aos cidadãos que separem o lixo com mais cuidado.

Mais conteúdo sobre:
Japão Lixo Termelétrica

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.