Apicultor perde 90% das colmeias e muda de profissão

Ele comprou um caminhão e hoje retira entulho do porto de Imbituba, em Santa Catarina

Karina Ninni, estadao.com.br

26 Janeiro 2011 | 19h27

"Sabe o que é chegar a um apiário de 40 colmeias e encontrar só 8 ou 10 caixas cheias?". Assim o ex-apicultor catarinense Vanderlei Teixeira, de 32 anos, explica o drama que enfrentou entre 2006 e 2007.

 

"Eu tinha 700 colmeias que usava para produzir mel e alugava para polinizar maçã. Eram duas safras de mel: a do litoral e a da serra. Eu subia a Serra do Tabuleiro com minhas abelhas no final do inverno para a polinização da maçã em Friburgo", relata ele, que vive em Imbituba, a 80 km de Florianópolis.

 

"Em 2006, subi a serra com 700 colmeias. Destas, mais ou menos 400 eu usava para a polinização e o resto na florada, para o mel. Quando desci, em 2007, eu tinha perdido 550 colmeias", lembra Teixeira.

 

"É um mistério: elas sumiram. E o que é mais esquisito é que perdi mais na florada do que na polinização."

 

Hoje, Teixeira comprou um caminhãozinho e trabalha retirando madeira do porto de Imbituba.

 

"Minha renda caiu em 50%. Eu perdi tudo. Sustentava a família com minhas abelhas", lamenta.  "Já enfrentamos o El Niño, enchentes, invernos rigorosos, mas nada com esse impacto."

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