Analistas da UE irão à Hungria cuidar de efeito da lama tóxica

Especialistas da França, Bélgica, Áustria, Suécia e Alemanha irão para Aijka; fissuras não evoluíram

EFE

10 Outubro 2010 | 10h32

Imagem de 8/10 mostra reconstituição de ponte em Kolontar, 167 kms ao sul de Budapeste, após o vazamento de lama saturada de metais pesados da empresa de alumínio MAL. Foto: Balazs Mohai/AP

 

BRUXELAS - Uma equipe de cinco analistas da União Europeia irá nesta segunda, 11, à Hungria para ajudar às autoridades daquele país a enfrentar a contaminação causada pelo vazamento de lama tóxica procedente de uma fabrica de alumínio.

 

Os especialistas, procedentes da França, Bélgica, Áustria, Suécia e Alemanha, irão diretamente para Ajka, o local do acidente que deu origem ao vazamento, anunciou hoje a Comissão Europeia em comunicado.

 

Hungria ativou na sexta-feira o mecanismo europeu de proteção civil para solicitar "assistência internacional de urgência", e em particular, o envio de um grupo de três a cinco especialistas com experiência em gestão de vazamentos tóxicos, limpeza e redução do impacto ambiental.

 

A equipe contribuirá para avaliar o impacto do vazamento nas águas, na agricultura, na flora e no subsolo, além de encontrar possíveis soluções para descontaminação das áreas urbanas e agrícolas afetadas.

 

Também aconselharão às autoridades húngaras sobre como evitar futuros vazamentos, como detalhou o executivo comunitário.

 

A comissária de Ajuda Humanitária europeia, Kristalina Georgieva, afirmou que "o rápido envio" da equipe de analistas mostra "que a solidariedade europeia está funcionando".

 

Neste momento, a comissão "trabalha com as autoridades húngaras para ajudar às vítimas e reduzir o dano ambiental", acrescentou Georgieva em comunicado.

 

O vazamento de lama saturada de metais pesados da empresa de alumínio MAL, que ocorreu na segunda-feira, se esparramou por 40 quilômetros quadrados nos quais vivem 7 mil pessoas. Sete pessoas morreram e 150 ficaram feridas.

 

 

Fissuras não evoluíram - Informações procedentes de Ajka, na Hungria, indicam que as fissuras identificadas no reservatório de lama tóxica na Hungria não evoluíram, conforme informou Tibor Dobson, porta-voz da entidade responsável pelos serviços de resgate.

 

No sábado, as autoridades evacuaram o povoado de Kolontár, ao detectarem o crescimento das fissuras, em sete centímetros entre quinta-feira e sexta-feira à noite. Diante do risco de um novo acidente como o ocorrido na segunda-feira que matou sete pessoas, outra aldeia, Devecser, próxima ao reservatório não foi evacuada, mas os habitantes estão prontos para sair em caso de emergência.

 

Na segunda-feira, o vazamento no reservatório da empresa metalúrgica MAL derramou 1 milhão de metros cúbicos de lama tóxica, inundando 40 quilômetros quadrados e, inclusive, chegou a ameaçar de contaminação o rio Danúbio.

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