Análise: Dilma fica fora da TV, mas País segue com prestígio na COP

Fala da presidente na abertura do encontro foi obscurecida por importantes líderes políticos que se manifestaram ao mesmo tempo

Andrei Netto, O Estado de S. Paulo

30 Novembro 2015 | 23h47

A fala da presidente Dilma Rousseff na abertura da COP 21 foi obscurecida pela coincidência de importantes líderes políticos se manifestarem ao mesmo tempo. Mas a pouca atenção que o discurso da brasileira despertou não significa que o Brasil esteja em condição desfavorecida na negociação.

Dilma falou no início da tarde, justo no momento em que em outra sala a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tomava o púlpito. Parceira de primeira hora da França, anfitriã do evento, na União Europeia, a chanceler atraiu as atenções. O discurso de Merkel foi o que parou em todas as TVs. Não bastasse, enquanto Dilma falava o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assumiu a palavra na sala da alemã - e o foco.

Mas logo depois o acordo selado com a Noruega, para prorrogação por mais quatro anos do Fundo da Amazônia, com recursos assegurados de US$ 650 milhões, repercutiu bem, como se a COP 21 já gerasse efeitos positivos. Mais tarde, Dilma foi um dos líderes convidados a participar da iniciativa Mission Innovation, na mesma foto com Barack Obama, François Hollande, David Cameron e Shinzo Abbe.

Outro fator que pode reforçar a posição brasileira é o retorno do ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo, convidado de Dilma. Negociador da COP 15, em 2009, ele ainda é referência internacional no tema.

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