Americanos e canadenses procuram antídotos para radiação em farmácias e clínicas

Houve aumento na procura por iodeto de potássio e outros potenciais antídotos desde que os vazementos no reator japonês começaram

Reuters,

15 de março de 2011 | 19h32

O medo de uma precipitação nuclear transoceânica por conta da crise japonesa tem levado os consumidores a se acotovelar por antídotos à radiação nos EUA (noroeste do Pacífico) e no Canadá.

Mas as autoridades norte-americanas e canadenses disseram nesta terça-feira que o medo é infundado e alertaram que as pessoas irão se expor a outros problemas médicos sem necessidade ao consumir o iodeto de potássio que elas pensam que irá protegê-las contra o câncer.

As farmácias e clínicas holísticas nos estados de Washington, Oregon e Colúmbia Britânica relataram um aumento na demanda por iodeto de potássio e outros potenciais antídotos para a radiação desde que os vazementos no reator japonês começaram.

"As pessoas estão com medo e preocupadas pois não sabem o que está acontecendo", disse Leah Adangfry a gerente da Rainbow Natural Remedies, em Seattle, que já tem até lista de espera.

O iodeto de potássio é uma forma comum de sal, similar ao sal de cozinha. Pode proteger a glândula tireóide da radiação e do câncer causado por iodo radioativo. Conhecido quimicamente como KI, ele satura a glândula com iodo não radioativo, reduzindo a quantidade de iodo radioativo que ela pode absorver.

O Japão distribuiu suprimentos do medicamanto na área da usina de Fukushima, onde as autoridades lutam para evitar um vazamento catastrófico de radiação desde que foi danificada pelo terremoto de 9.0 pontos na semana passada.

As autoridades americanas e canadenses afirmam que há pouco risco de grande exposição à radiação na costa oeste de seus países, no Havaí ou no Alaska, por causa da vasta distância que as partículas radioativas teriam de viajar por sobre o oceano.

Elas levariam cinco ou seis dias para alcançar a costa, "tempo suficiente para que estejam tão dispersas que não poderiam ser consideradas como risco", afirmou Perry Kendall, o chefe do serviço de saúde canadense.

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