América Latina deve manter combate ao aquecimento, diz BM

Banco Mundial reconheceu que lidar com a crise e com a mudança climática ao mesmo tempo não será fácil

REUTERS

11 Dezembro 2008 | 09h20

O Banco Mundial (BM) pediu na quarta-feira, 10, que a América Latina não sacrifique os esforços para conter o aquecimento global devido à crise financeira que diminui os seus recursos.     Veja também:   Países chegam a acordo sobre metas para tratado pós-Kyoto Mundo não pode relaxar na questão climática, alerta ONU Brasil fica em 8º lugar em índice de mudança climática Mundo não espera Europa para acordo climático, diz De Boer UE enfraquece luta contra aquecimento, dizem ambientalistas Estudo diz que mercado de gases estufa cresceu 41% em 2008 Mudança climática pode elevar número de refugiados, diz ONU Plano federal prevê queda de 70% no desmatamento até 2018 Entenda a reunião sobre clima da ONU na Polônia Quiz: você tem uma vida sustentável?  Evolução das emissões de carbono    Acompanhe a reunião de Poznan  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (2)  Andrei Netto fala sobre a reunião de Poznan (3)  Página oficial da conferência  Um relatório do Banco Mundial, chamado "Carbono Baixo, Crescimento Alto: Respostas Latino-americanas à Mudança Climática", reconheceu que lidar com a crise econômica e com o aquecimento global ao mesmo tempo não será fácil. "O desafio é encontrar um terreno comum, identificar e buscar políticas que possam levar progresso a ambas as frentes simultaneamente", disse Augusto de la Torre, economista-chefe para a América Latina e Caribe. A menor quantidade de investimentos privados e os preços flutuantes do petróleo estão testando a disposição dos governos a lançar projetos para combater o aquecimento global ou ampliar as reduções de gases causadores do efeito estufa. "A expectativa de que o preço relativamente baixo dos combustíveis fósseis esteja aqui para ficar pode não só deter o investimento em tecnologias com baixa emissão de carbono como também induzir a substituição do consumo em favor de energia mais barata, mas mais suja", disse de la Torre. O relatório disse que a região está experimentando os efeitos da mudança climática, como o aumento do nível do mar e tempestades mais fortes no Caribe. O relatório diz que, embora a região não seja uma grande poluidora se comparada a outras --a América Latina é responsável por 6% das emissões -, suas emissões estão crescendo. Baseando-se na tendência atual, a projeção é de que, de 2005 a 2030, as emissões per capita na região aumentem 33%, nível mais alto do que a média mundial, que é de 24%. (Reportagem de Lesley Wroughton)

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