Ambientalistas querem ação legal contra baleeiros japoneses

Sea Shepherd propôs abandonar sua perseguição aos navios japoneses se ações forem propostas legalmente

Efe,

21 Janeiro 2009 | 17h00

A organização ambientalista australiana Sea Shepherd propôs abandonar sua perseguição aos baleeiros japoneses na Antártida se os governos da Austrália e da Nova Zelândia empreenderem ações legais contra o Japão.  A cada ano, a Sea Shepherd assedia em alto mar os pesqueiros japoneses, quando eles iniciam seu habitual programa de captura de baleias para pesquisas científicas.  "Se a Austrália ou a Nova Zelândia iniciarem ações legais, Sea Shepherd estará de acordo em abandonar suas táticas agressivas no próximo ano para permitir outra abordagem", anunciou Paul Watson, porta-voz da organização.  No ano passado, os ecologistas abordaram o pesqueiro japonês Yashin Maru 2, por haver entrado ilegalmente no santuário marinho declarado pela Austrália e que não é reconhecido pelo Japão, denunciaram os ativistas.  Os ativistas também jogaram bombas de mau cheiro contra outro navio, cuja tripulação reagiu disparando contra eles, inclusive perfurando o colete a prova de balas de Watson, segundo ele relatou.  Sea Shepherd quer que Camberra e Wellington usem, na justiça, um relatório publicado pelo Fundo Internacional de Bem Estar dos Animais (IFAW), segundo o qual o direito internacional permite a esses governos parar a caça de baleias.  O documento, elaborado por um grupo de juristas australianos, diz que o Tratado Antártico obriga a examinar o impacto ambiental de qualquer atividade que se realize em suas águas.  Os barcos utilizados pelo Japão, assegura o relatório, cumprem com as regras exigidas para a caça de baleias na zona sub-antártica mas não nas águas da Antártida e, além disso, realizam operações muito perigosas, como a reposição de combustível em alto mar.

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