Alshop: proibição de sacolas plásticas exigirá planejamento do varejo

'É uma questão quase cultural do brasileiro o uso excessivo de sacolas de plástico para diferentes fins', diz Fernanda Karrer, da associação de lojistas

Equipe AE,

18 Maio 2011 | 12h38

SÃO PAULO - A proibição do uso de sacolas plásticas na cidade de São Paulo é excelente em termos ambientais, mas exige planejamento por parte do varejo. A opinião é da sócia da Dekhos Desenvolvimento em Econegócios, empresa parceira da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) para serviços à varejistas e shoppings, Fernanda Karrer. "É uma questão quase cultural do brasileiro o uso excessivo de sacolas de plástico para diferentes fins, enquanto que na Europa e Estados Unidos já vêm se tornando uma realidade há um tempo. Uma ótima saída é a sacola de papelão, pois pode ser reciclada, desde que não seja estampada com resinas ou plásticos", afirma em nota da Alshop à imprensa.

 

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Para o presidente da entidade, Nabil Sahyoun, alguns varejistas há tempos preparam-se para a mudança, conscientizando seus consumidores, por meio de postos de coleta usados para receber as sacolas devolvidas por seus clientes. Mas o executivo ressalta o reflexo que tal medida imprime nas finanças das empresas, porém não é nada que impeça de todos colaborarem com esta lei, já que o meio ambiente será beneficiado com a medida. "Além dos gastos com a mudança da matéria-prima utilizada, caberá ao varejista arcar com as despesas de recolhimento, destinação e armazenamento destas sacolas, mas todos terão tempo, até o fim do ano, de se adequar a esta nova realidade", completa Sahyoun.

 

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem um projeto de lei que determina a proibição do uso de sacolas plásticas em todo o comércio da capital paulista a partir de janeiro de 2012. Segundo o projeto de lei, o varejo, inclusive o de shoppings, tem até 31 de dezembro deste ano para trocar as sacolas plásticas por embalagens biodegradáveis.

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