Joerg Carstensen/Efe
Joerg Carstensen/Efe

Alemanha diz que 'quebrou o gelo' de negociação climática

Ministro alemão afirmou que houve avanços nos planos de ajuda aos países pobres

Associated Press

04 Maio 2010 | 14h15

Cerca de 40 países concordaram em adotar medidas individuais para combater o aquecimento global, mas fizeram pouco progresso, durante uma reunião de três dias na região de Bonn, na elaboração de um novo tratado global sobre a mudança climática.

 

Veja também:

linkMudança climática pode impedir redução de pobreza na África, diz FAO

linkCúpula do clima 'não dará todas as respostas' para fechar tratado, diz ONU

especialGlossário sobre o aquecimento global

especialRumo à economia do baixo carbono

 

A Alemanha elogiou o chamado Diálogo de Petersberg, no entanto, por ter avançado nas conversações para a limitação das emissões globais dos gases causadores do efeito estufa.

 

A reunião "quebrou o gelo" depois do que foi interpretado como o fracasso da conferência climática de dezembro de 2009, realizada em Copenhague, disse o ministro alemão do Meio Ambiente, Norbert Roettgen. "Esta é uma contribuição para que o sucesso volte a ser possível".

 

O chefe da ONU para as negociações climáticas, Yvo de Boer, declarou que a reunião mostrou "um desejo muito forte dos ministros para revigorar o processo" e pediu às autoridades que se mantenham envolvidas, em vez de delegar as negociações para especialistas.

 

A Alemanha copatrocinou a reunião com o México, que será o anfitrião de uma cúpula marcada para Cancún no fim deste ano. Antes disso, os países precisam resolver questões difíceis como o meio de redução das emissões de gases dos efeito estufa, e como o dinheiro que será oferecido em ajuda aos países pobres será administrado e gasto.

 

Os ministros reunidos em uma mansão de  Koenigswinter obtiveram avanços em vários pontos delicados, incluindo o resgate das florestas do planeta e a transferência de tecnologia limpa dos países ricos para os pobres, disse Roettgen, acrescentando que um acordo final sobre esses temas está ao alcance.

 

Especificamente, os ministros discutiram projetos individuais que poderiam ajudar as nações ricas a reduzir emissões e as pobres a enfrentar os efeitos da mudança climática, como secas, enchentes e tempestades violentas.

 

Mas ambientalistas advertiram que as conversações continuam complicadas, com a divisão entre nações industrializadas e em desenvolvimento ainda causando desacordo.

 

"Fundamentalmente, a situação difícil que tivemos em Copenhague não mudou", disse o especialista do grupo Greenpeace Martin Kaiser.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.