Alasca vai à Justiça contra preservação de ursos polares

Estado dos EUA está processando o ministro do Interior por incluir animais na lista de espécies ameaçadas

AP

05 Agosto 2008 | 17h44

O Estado do Alasca processou o secretário (ministro) do Interior, Dirk Kempthorne, na segunda-feira, 4, buscando reverter sua decisão de colocar os ursos polares na lista de espécies ameaçadas do Endangered Species Act.   A governadora Sarah Palin e outros representantes do Estado temem que a inclusão afaste companhias de petróleo dos mares de Chukchi e Beaufort, no norte do Alasca, hábitat dos únicos ursos polares em território norte-americano.   "Acreditamos que a decisão de listar os ursos polares não foi baseada nos melhores dados científicos e comerciais", disse Palin ao anunciar o processo.   Kassie Siegel, do Centro de Diversidade Biológica, e autora principal da petição que levou à inclusão da espécie na lista, disse que os cientistas responderam às questões dos céticos durante o processo de listagem. Ela disse que o processo judicial é "completamente ridículo, e um desperdício do tempo do tribunal."   "Esse processo e sua negativa ao aquecimento global apenas ajudam as companhias petrolíferas, e não o Alasca ou os ursos polares", disse Siegel. "Palin deveria estar trabalhando pelo desenvolvimento de energia limpa e sustentável para o Estado ao invés de incentivar a extinção dos ursos polares."   Kempthorne anunciou a lista dia 14 de maio. O processo começou com uma petição em 2005, passando por um ano para revisão inicial, outro para refutação e novas pesquisas e a ação do tribunal para uma decisão final.   Kempthorne concluiu que o gelo do mar era vital para a sobrevivência dos ursos polares, e que ele havia diminuído drasticamente nas últimas décadas, além de haver projeções computadorizadas que indicam um recesso ainda maior para os próximos anos.   O processo diz que a análise federal não considerou adequadamente a sobrevivência dos ursos polares em períodos recentes de aquecimento.   O Estado argumenta que não há diferenças substanciais entre as 19 subespécies identificadas na decisão federal, e que a população como um todo é saudável.   O processo ainda afirma que na decisão não foram considerados dados científicos que concluem que os ursos têm habilidade para se adaptar às mudanças climáticas. A maior parte dos cientistas discorda desses dados.

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