Molly Riley/Reuters
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Agrupamento de tigres é última esperança para espécie--estudo

Dos tigres remanescentes na natureza, apenas cerca de mil são fêmeas em idade reprodutiva

REUTERS

15 de setembro de 2010 | 13h34

A população de tigres da Ásia pode estar perto da extinção, restando apenas 3.500 tigres na natureza, a maioria dos quais agrupados em áreas fragmentadas que compõem menos de 7% de seu habitat asiático original, diz um estudo.

Publicado na edição mais recente do periódico online PLoS Biology, o estudo diz que é crucial salvar os tigres que vivem em 42 pontos espalhados pela Ásia da ameaça dos caçadores e madeireiros ilegais e do comércio ilegal de animais silvestres, para impedir que a espécie se extinga na natureza.

O custo disso seria US$ 35 milhões adicionais para financiar monitoramento e policiamento, dizem os autores do estudo, da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, sediada nos EUA.

Dos tigres remanescentes na natureza, apenas cerca de mil são fêmeas em idade reprodutiva.

Os autores do estudo disseram que, apesar de décadas de esforços de conservacionistas, boa parte da queda na população de tigres ainda se deve à demanda por partes de seus corpos, utilizados na medicina tradicional. As outras razões são a caça excessiva dos animais dos quais eles se alimentam e a destruição de suas áreas de caça.

Os autores do estudo identificaram 42 "sítios-fonte" de tigres onde vivem populações de tigres que se reproduzem e que possuem o potencial de alimentar a recuperação dos tigres em áreas maiores.

A Índia tem 18 desses sítios, a ilha indonésia de Sumatra, oito, e o extremo oriente russo, seis, e há outros na Malásia, Tailândia, Laos e Bangladesh.

"Com base nos dados disponíveis, não foi identificado nenhum sítio-fonte no Camboja, China, Coreia do Norte ou Vietnã", diz o estudo.

A maioria dos 42 sítios é pequena, está em processo de redução devido à invasão humana e suas populações de tigres são pequenas.

"Apenas cinco deles, todos na Índia, conservam populações de tigres que se aproximam de 80 por cento do que podem suportar", diz o estudo.

"Logo, a recuperação das populações apenas nos sítios-fonte resultaria em um aumento de 70 por cento na população mundial de tigres."

O estudo foi divulgado antes de uma grande conferência da ONU que terá lugar no Japão no próximo mês e no qual se prevê que os países participantes acordem novas metas para tentar frear o declínio nas espécies vegetais e animais.

Os autores calcularam o custo anual de administração dos sítios em US$ 82 milhões, valor que inclui o custo de policiamento, monitoramento da fauna, envolvimento das comunidades e outros fatores.

(Reportagem de David Fogarty)

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