Agenda climática fortalece novo ‘pacto com a sociedade’
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Agenda climática fortalece novo ‘pacto com a sociedade’

No último mês de maio, a Vale anunciou meta para redução em 33% nas emissões de carbono nos próximos dez anos, e um investimento de US$ 2 bilhões em projetos de energia renovável e eficiência energética

Vale, Media Lab Estadão
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30 de outubro de 2020 | 11h15

Um documento divulgado em setembro pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que a temperatura média global para 2016-2020 deve ser a mais alta já registrada – cerca de 0,24ºC mais quente do que a temperatura média global para 2011-2015. O número pode parecer insignificante, mas é o responsável por impactos irreversíveis das mudanças climáticas e pode ser percebido com cada vez maior frequência em ondas de calor, incêndios florestais, secas, e inundações e outros eventos extremos.

Cinco anos após a assinatura do Acordo de Paris, quando 195 países se comprometeram com ações para limitar o aquecimento global a menos de 2°C e somar esforços para restringir o aquecimento em 1,5°C, as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera chegaram a níveis recordes – apesar do declínio temporário causado pela pandemia. O relatório da ONU mostra que a lacuna entre as emissões atuais e os níveis máximos para atingir a meta estipulada está maior do que nunca, e, para que exista uma chance de cumprir as metas do Acordo de Paris, os cortes nas emissões globais exigidos entre 2020 e 2030 são próximos a 3% para uma meta de 2°C, e mais de 7% ao ano para a meta de 1,5°C.

A década da ação 

O cenário desafiador pede um novo nível de ambição não só de governos, mas também da iniciativa privada, na busca por ações urgentes para enfrentar as mudanças climáticas. Muitos setores já têm se movimentado para identificar metas relevantes dentro de seu contexto de negócio, traçando estratégias de transformação para a próxima década.

Grandes empresas também têm integrado as questões de sustentabilidade nas suas decisões de negócio, políticas e processos internos, engajando não só executivos, como também suas equipes e as comunidades impactadas por suas operações. Entre essas empresas está a Vale, que passou por uma profunda revisão em toda a sua estratégia de trabalho. Essa análise de todos os processos internos, assim como um processo de escuta com a sociedade civil, resultou em um plano de ação com diversas iniciativas, sendo várias delas de apoio à comunidade e combate às mudanças do clima.

No último mês de maio, a empresa anunciou um investimento de US$ 2 bilhões para reduzir em 33% suas emissões absolutas diretas e indiretas nos próximos dez anos. As emissões diretas são provenientes de operações próprias, e as indiretas, de origem externa usadas no processo produtivo, como o consumo de energia elétrica. Os recursos serão usados em projetos de energia renovável, eficiência energética, eletrificação de ativos, entre outros. O investimento é o maior já comprometido pela indústria da mineração para combate às mudanças climáticas.

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O investimento é o maior já comprometido pela indústria da mineração para combate às mudanças climáticas
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Segundo Eduardo Bartolomeo, diretor-presidente da Vale, os atuais avanços na agenda do clima representam mais um passo na construção de novo pacto com a sociedade. “Esta iniciativa é fruto de um processo de escuta, alinhado com uma demanda real da sociedade relacionada à mudança climática.” A meta de redução de emissão de 2030 é parte do plano da Vale de se tornar carbono neutra até 2050, que inclui ainda a restauração e a proteção de 500 mil hectares de floresta. O ano-base para o cálculo da meta carbono foi o de 2017, quando a empresa emitiu 14,1 MtCO2eq (milhões de toneladas de CO2 equivalente). O objetivo é reduzir e limitar a 9,5 MtCO2eq em 2030, em linha com a ambição do Acordo de Paris.

Compromisso com o desenvolvimento

Nesse processo de revisão de seu modelo de trabalho, a Vale também tem avançado em uma perspectiva mais colaborativa com parceiros e comunidades – em especial nas tratativas relacionadas à pandemia da covid-19. Uma das principais ações foi a abertura de uma linha de crédito emergencial para aliviar o impacto da pandemia nos negócios comunitários sustentáveis em uma parceria do Fundo Vale com o Fundo Socioambiental Conexsus, entre outros apoiadores.

Também por meio de seu Fundo – que em 2020 completou dez anos –, a Vale promoveu o Desafio Agroflorestal para impulsionar o ecossistema de negócios de impacto sustentável e está desenvolvendo, em parceria com a Microsoft, um projeto que prevê o uso de inteligência artificial para aprimorar o Sistema de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia, desenvolvido há dez anos pelo Imazon, e avaliar as zonas de desmatamento mais prováveis já no próximo período de seca, em 2021. Já por meio da Fundação Vale, a empresa busca criar projetos estruturantes que fortaleçam políticas públicas nacionais e locais.


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O QUE SIGNIFICA SER CARBONO NEUTRO? Para uma empresa ser neutra nas emissões de CO2 na atmosfera, o primeiro passo é mapear as emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa. Dessa forma, é possível desenvolver ações para redução de consumo e balanceamento das emissões por meio da compensação. A compensação das emissões pode ser feita pela compra de créditos de carbono ou pela recuperação de florestas em áreas degradadas.
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Em 2019, as ações desenvolvidas pela fundação chegaram a 770 mil pessoas em 68 municípios brasileiros e R$ 50,9 milhões em investimentos voluntários em projetos sociais. Além disso, o Instituto Tecnológico Vale tem atuado no desenvolvimento territorial sustentável. Um de seus principais projetos está na bacia do Rio Itacaiúnas, na região de Carajás (PA). O local está sendo considerado um laboratório para a geração de conhecimento sobre o ambiente natural da bacia, trazendo soluções para garantir sua sustentabilidade – algo determinante para as atividades presentes e futuras da empresa na região.


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“ESG vai transformar a Vale em uma mineradora carbono neutra”
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Luiz Eduardo Osorio, diretor-executivo de Sustentabilidade, Relações Institucionais e Comunicação da Vale

Como evoluíram os conceitos de ESG na Vale?

A companhia, ao abraçar a agenda ESG de forma abrangente, está passando por uma profunda transformação. A partir do exercício constante da escuta ativa e do que chamamos de um novo pacto com a sociedade, a Vale passou a conhecer mais profundamente os públicos com os quais se relaciona e orientar melhor a sua atuação. Recentemente, passamos pelo momento mais difícil da nossa história, a tragédia de Brumadinho, que foi um catalisador para esta mudança e para fomentar ainda mais a nossa obsessão pela segurança.

Tem algum exemplo recente desse novo pacto com a sociedade?

Em meio à pandemia da covid-19, utilizamos nossa capacidade logística e relações de mais de 40 anos com a China para trazer mais de 600 toneladas de insumos, dentre eles 5 milhões de testes rápidos. Dessa forma, pudemos ajudar na prevenção e no mapeamento do avanço da doença. A empresa também ajudou na construção de hospitais de campanha, reformas de hospitais e compra de equipamentos.

A Vale anunciou que pretende se tornar uma mineradora carbono neutra em 2050. Como isso vai acontecer?

Estamos comprometidos com a agenda climática. Vamos investir US$ 2 bilhões em energias renováveis, dentre outros investimentos significativos da nossa agenda ESG, nos próximos dez anos, com o objetivo de diminuir em 33% nossas emissões absolutas diretas e indiretas (escopos 1 e 2) em 2030. Além disso, temos uma meta de restaurar e proteger mais 500 mil hectares de florestas nos próximos dez anos. Hoje, já ajudamos a proteger pouco mais de 1 milhão de hectares de florestas no mundo, dos quais 800 mil estão na Amazônia. São seis unidades de conservação no Sudeste do Pará, que formam o chamado Mosaico de Carajás, equivalente a cinco vezes a área da cidade de São Paulo. Esses são alguns exemplos de como pretendemos zerar nossas emissões líquidas nos escopos 1 e 2, liderando a indústria para a mineração neutra em carbono até 2050.

O senhor poderia citar alguns exemplos de ações concretas?

Em Vitória (ES), estamos testando uma locomotiva de pátio 100% elétrica, movida a bateria. Ainda este ano, entra em operação um sistema de armazenamento de energia também a bateria para suprir a demanda elétrica do terminal da Ilha Guaíba, no Rio de Janeiro. Outro exemplo vem do Canadá, onde estão algumas minas de níquel da Vale. Lá, já temos 19 veículos elétricos a bateria operando em nossas minas subterrâneas de metais básicos e vamos mais que dobrar esse montante no próximo ano. Recentemente, também realizamos testes iniciais com o uso de biocombustíveis em substituição ao carvão em nossos fornos de pelotização no Brasil.Temos 35 projetos priorizados que irão desenvolver tecnologias inovadoras para redução de emissões dos escopos 1 e 2 projetadas para 2030.

A empresa tem planos para ajudar a reduzir as emissões de seus clientes?

No nosso próximo Vale Day, encontro anual com investidores, em dezembro, a empresa vai anunciar uma ambição para o escopo 3, que considera as emissões da cadeia de valor, incluindo metalurgia e siderurgia. Vale ressaltar que o recente anúncio da China de alcançar a neutralidade de carbono até 2060 também é um fator positivo, porque coloca o País em uma posição de liderança na agenda climática internacional. Essa liderança, por sua vez, ajudará a moldar a nova ordem global e fornecerá ao mundo tecnologias inovadoras para apoiar a agenda de desenvolvimento sustentável, o que contribuirá para que países e empresas possam caminhar juntos na direção da economia verde. Da nossa parte, vamos promover o engajamento ativo com clientes de aço e metalurgia, atuando para reduzir suas emissões. Estamos bem posicionados para ajudar nossos clientes a atingir suas metas de redução de emissões.

Recentemente, a Vale lançou um manifesto em defesa do bioma amazônico. Como a empresa pode ajudar na preservação da região?

Há mais de 30 anos, a Vale mantém ações de proteção à floresta na Amazônia. Protegemos, em parceria com ICMBio, as seis unidades de conservação do Mosaico de Carajás. Nossas minas ocupam menos de 1,5% do total dessas seis áreas, e 3%, se considerarmos apenas a Floresta Nacional de Carajás. A floresta permanece em pé e protegida, o que faz de Carajás um modelo único de mineração sustentável no mundo.

 

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