Agência ambiental dos EUA baixa o valor da vida humana

Número é usado para calcular o custo-benefício de políticas que têm potencial de salvar vidas

da Redação,

19 Julho 2008 | 11h36

O "valor da vida humana", usado por burocratas de Washington para determinar se políticas públicas com o potencial de salvar vidas valem o custo, baixou na estimativa da Agência de Proteção Ambiental (EPA). O valor caiu de US$ 8,04 milhões para US$ 7,22 milhões, de acordo com o jornal The Washington Post.   A redução é a primeira realizada pela EPA, e deixa ambientalistas preocupados, já que cálculos feitos com o novo número talvez indiquem que medidas de controle da poluição, benéficas para a saúde, podem não valer o custo.   Representantes do governo americano chama atenção para o fato de que esse "valor da vida" é uma medida genérica, que não se refere á vida de ninguém em especial.    Um economista ouvido pelo Post diz que a idéia de pôr um preço na vida humana pode soar estranha, mas que as pessoas fazem isso o tempo todo - ele cita como exemplo o fato de que seria possível salvar vidas reduzindo drasticamente o limite de velocidade nas estradas, mas que  as pessoas aceitam os riscos maiores em troca de benefícios econômicos.

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